País da Fome (Original 2002)

Album cover art for "País da Fome (Original 2002)" by Sabotage

Sabotage - Rap, Demo

País da Fome (Original 2002)

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Lyrics

[Letra de "Pa�s da Fome (Original 2002)"] [Intro] A�, irm�o, o neg�cio � seguinte Esse som aqui � dedicado � Ivonete Mateus de Melo E S�rgio Mateus dos Santos Minha coroa e meu irm�o, que Deus o tenha A�, e pra todos os irm�os que perderam algu�m, 't� ligado? A perda, conviver com a perda n�o � t�o dif�cil assim Se pega com Deus porque Aquele que foi 't� do lado do Senhor, 'morou? [Verso 1] N�o s� o Lokinho e o Pisquila jaz Senhor, a dor dos seus herdou, ao menos pe�o a paz O pobre r�u agora � fel perante os animais Em que a Bela vira fera e mais J�o, at� me lembro do passado V�rios maluco' l� em casa, o clima andava emba�ado S� ladr�o de mil grau, o clima era do mal Esquenta o prato, estica, serve o crime na moral e tal M� motivo 't� chamando o 12 �, se os home' invadisse ia catar um monte � ladr�o, teve uns maluco' que assinou e foi de bonde Uns do Can�o, uns do Bronx, uns da Conde Louquinho, meu melhor amigo at� hoje Aderiu o 1-5-7, n�o quis pra ele o 12 �, n�o precisou ter curr�culo de ladr�o, tipo Pra ter respeito ou admira��o Igual muitos por aqui, o Louquinho pensou alto Vendeu umas frutas, tomou conta de carro Aos doze, "ratat�", aos quinze quis parar Aos dezesseis dizia que a branca pro crime s� atrasa Deu orgulho forte, pro arrebento nunca foi com loki Nobres falava a seu respeito pela ordem Nas noites frias, na fogueira, assalto era meu tema Pra quem nasceu na Sul, sofrimento � evid�ncia Aqui n�o tem paz, aqui n�o tem sinceridade N�o tem nenhum filha da puta sem maldade Necessidade na espraiada, o crime em sua porta Tamb�m pol�cia, rev�lver, droga, caminho da ro�a � �bvio que aqui as estat�sticas me diz da miguelagem Ou ent�o j� sabe, s� no sapatinho Jamais irei dar mi', eu sempre penso assim Quem n�o pode errar sou eu, que se foda o Z� povin' Na humildade, posso at� conseguir, aviso em mente Oxal� nos guia aqui permanentemente Z� povin' tem um olho ardente, �s vezes complicando a gente S� pra te fuder liga pro DEIC Eu vi em maus len��is, vejo voc� t�o de repente L� no Brooklin, Bronx, �, Pedrinha ou ent�o Itapevi N�o gosto desse filme, o roteiro � foda, nem me liga Ser uma v�tima do crime genocida Crocodilagem, trai��o, revolta, droga Falsas amizades e as biate' em sua volta Envolvimentos com outras qui�a�a', a��o cinematogr�fica Enquadra a barca, cantou, cromada Quando voltava l� pra casa comentava: "O crime, J�o, profiss�o de c�o, emboscada" Quando voltava me dizia, emboscada Dizia que o crime � sempre uma arapuca armada Primari�o que mete a cara, disposi��o vai em parada Vai em duas, tr�s, cai, responsa que para v�rias Quando cai, muitos deles se apavora, mata Guerreiro que n�o � guerreiro vaza, s� viaja N�o gosto desse filme, o roteiro nem me liga Ser uma v�tima do crime genocida [Refr�o] Ah, n�o, m�e, me d� a b�n��o Eu sei que o medo n�o � mesmo lugar perfeito pra guardar as horas Sul, Sampa, Brasil, aqui sem a senhora Pra mim t� vivendo no escuro, n�o faz muito tempo que o Deda foi embora e � foda Quando eu me lembro da senhora, o medo � o Z� povinho Mudam da �gua pro vinho, engorda os z�i' e atiram E d�o chap�u em si mesmo, Pel� Alguns espancam, enche a cara, outros que matam mulher V�rias vezes vi na Sul, n�o faz nem um m�s O Binha chegou l� em casa ligando: "o Bagana tomou seis" Disso eu citei, Maurin' pagou de xu que eu vi, j�o Se eu descolar quem o matou n�o tem perd�o Ah, n�o, Senhor, me d� mais f� Eu vou vivendo pelas ruas no meio de um ex�rcito Mais vale a f� aqui no Brooklin Sul Vou vivendo pelos cantos, desviando dos escombros De onde eu vim, ladr�o, milh�es t�m filho Nasce, dez de uma vez, noves foras vai Justi�a, atitude, meu pai Hoje a chave, segredo, eu sei, posso viver bem mais [Verso 2] S� n�o queria que o Naldinho fosse nessas Conheceu cola, brisou l� do p�, parou na pedra Foi tipo essas, n�o sei se brecha, atitude apressa Foi encontrado em S�o Lu�s, alvejado, mechas Eu percebi, depois que atira, tomba v�rios, jaz A morte do Eduardo fez do Louco um mau rapaz Esp�cie em extin��o, branco com sangue de preto S�o Dimas, santo ladr�o, ajuda os parceiros Desconfiado o tempo inteiro, na favela eu vejo, agora disse: "Se for pra catar s� vai com o Neno" Isso ele disse, me dizia o tempo inteiro B.O. no pente, saudade invade o Louco, dor na mente Sempre se dizia catar, se dava um breque, mente Agora o trampo � grande, tem mais de vinte, quinze E do Can�o s� tem o Louco e o Pisquila, vixe Campo de quebrada, fora da qui�a�a Ch�cara alugada, outra fun��o o esperava Algo saiu errado, o Louco me ligou, deixou recado: "Maurin', 't� tudo emba�ado, vai vendo Meu chegado, tudo errado", eu disse: "Tudo acabado Dessa orquestra o maestro aqui n�o presta, s� o teclado Vou desligar, t� atracando no ped�gio T� de picape, duas nove, trouxe o baby e um colete falcon Se liga, tio, cuidado Interlagos V� se nunca fica, tio, de chap�u atolado Fica em paz, eu vou com Deus" [Interl�dio] A� Loko, fica com Deus tamb�m Saudade, que os anjos diz am�m, hah [Verso 3] De bode no barraco, acordei, peguei meu pr�-pago Li a mensagem, liguei, por�m s� dava ocupado T� preocupado, o Louco, na profiss�o macabro Dessa vez o Judas o pegou pra Juca, fez boato Sacou, n�o matou, perdoou, n�o foi perdoado Lembrou lembrei que o tio falou: "Ladr�o bonzinho � fraco" N�o bate boca o Juca; o Judas diz quem 't� de boa Aqui � merda, J�o, n�o vai ter essa briga � toa Sai fora, as horas passa, volta com mais tr�s na bota A casa ele alugou conhece a porta Das chaves tem a c�pia, � rastejante como cobra O errado ali de volta com mais tr�s e de voz grossa Louco, fumando um cigarro e sem camisa No quarto, um olho aberto, outro fechado, est� o Pisquila Na terra sobreviver de guerra � s� carni�a Sem que se esperava o Louco toma o primeiro Ainda tentou atracar com o terceiro, o qual n�o deu nem tempo Pisquila saca, troca, pinota, compensa, pensa Grita pelo Louco que, j� morto, n�o responde Lembra alguns malucos que invadiram o interior da sala Na porta do seu quarto ouve passos, bala, bala Algu�m se p� que mete a cara, � [Ponte] Boatos s�o boatos, quem vive � guerreiro Favela do Can�o, o herdeiro � o primeiro Boatos s�o boatos, vive o guerreiro Favela do Can�o, s� vive o bom herdeiro [Refr�o] Ah, n�o, m�e, me d� a b�n��o Eu sei que o medo n�o � mesmo lugar perfeito pra guardar as horas Sul, Sampa, Brasil, aqui sem a senhora Pra mim t� vivendo no escuro, n�o faz muito tempo que o Deda foi embora e � foda Quando eu me lembro d� saudade, o medo � o Z� povinho Mudam da �gua pro vinho, engorda os z�i' e atiram E d�o chap�u em si mesmo, Pel� Alguns espancam, enche a cara, outros que matam mulher V�rias vezes vi na Sul, n�o faz nem um m�s O Binha chegou l� em casa ligando: "O Bagana tomou seis Disso eu citei, Maurin' pagou de xu que eu vi, j�o Se eu descolar quem o matou n�o tem perd�o Senhor, me d� mais f� Eu vou vivendo pelas ruas no meio de um ex�rcito Mais vale a paz na Sul Vou vivendo pelos cantos, desviando dos escombros De onde eu vim, eu sei, milh�es t�m filho Nasce, dez de uma vez, noves foras vai Justi�a, atitude, pai Sei, � chave, � o segredo, eu vou viver bem mais [Sa�da] Paz, pai, paz, pai Paz, pai, paz, pai Paz, pai, paz, paz Paz, paz, pai

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