Vale da Escuridão (Parte 2)

Realidade Cruel - Rap, Em Português
Vale da Escuridão (Parte 2)
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Duration: 6:54
Lyrics
[Verso 1] O celular tocou e a noticia veio de brinde O lutador nocauteado no meio do ringue A mente atenta, as lembran�a vem no flash O diabo assopra na orelha... "Isso � o RAP que te d�, fama em tudo que � lugar No subconsciente criminal onde eu possa reinar." Ainda penso, repenso, reparo Os avan�os tecnol�gicos, o homem no espa�o Chips, Celulares, Drive, Megabytes PC e MSN em v�rios lares Clones! Puta que pariu n�s fomos longe Pelo mundo v�rios pretos igual a mim ainda morrem de fome Eu n�o aceito, mas sei como � o jogo Mais vale 100 de n�s na cadeia que um PM morto Inimagin�vel, crian�as brincando no parques Em pleno Iraque, sem Bush, Bin Laden Mesmo que o planeta, ou seja o globo terrestre Fotografado diariamente por sat�lites Seja a morada embora catastr�fica Dos terr�queos que aqui se matam por puta e droga Dinheiro e moleque, sonha na corrida Comprar uma Titan e ser entregador de pizza Tirar a m�e do corre, ver a irm� mais nova Chegar at� os 15 sem ter que abandonar a escola Sem ter que ter, como inspira��o O que t� ao seu redor: traficante, ladr�o ou pol�cia Quantos que sonharam um dia na vida Com o agasalho do Milan, as joias, as platina Mas n�o, hoje t�o caminhando nos p�tio Aguardando ansiosamente a liberdade do judici�rio Fora os que foram, la�ados pelo destino Que deixaram somente na foto sorriso pros filhos Baguio � foda, em meio ao vale obscuro Infelizmente j� vi v�rios manos no sep�lcro Somente dores, s�o tristes as recorda��es Que habitam mutilados cora��es [Refr�o 2x] Em meio ao vale da escurid�o, eu canto amor... [Verso 2] Gostaria de estar de frente para o mar Observando as gaivotas, sentindo o vento soprar Alimentando o cora��o de bondade e amor Se humilhando de joelho ao mestre criador Mas aqui estou e vos digo que outrora Caminhei sobre espinhos sem sentir o aroma das rosas Infelizmente o cheiro que se faz presente, nunca ausente � o da p�lvora, nos descarregar dos pentes Indiferente, de Golf no pi�o, eu, Tom e o Ig�o Escutando o batid�o, Scarface, Tic�o e Caf� Como sempre, leal time fiel at� a morte humildemente Tamo junto e a cruz que brilha no alto da igreja Protege a fam�lia carcer�ria nas cadeias E que na santa ceia o esp�rito mal�gno N�o seja audacioso, impet�oso com nossos disc�pulos Cansei de ouvir hist�rias sem final feliz Irm�o na ira com vontade de degolar ju�z E por aqui as crian�as n�o falam ingl�s Mas j� sabem o que s�o muni��o de G3 E tem um corpo estipado no alto do morro D'um estuprador que nem sequer implorou por socorro Globo ocular � como um radar Acusa a dist�ncia o judas que possa tramar Ainda sinto que a humanidade � carente Por mais que eu vejo os crente, pregando diariamente a paz Mentes insanas, impuras Por ai perambulam dentro das viaturas Programados pra insiminar horror nas favelas Almas carregadas com rancor em meio a n�voa Art�rias entupidas com sangue e coca�na Exterminam jovens e faz crescer a estat�stica At� quando, o �guia l� do c�u atirando De AK e AR15, e crian�a na rua chorando Baguio � louco, BBB da crueldade Tem aluna tomando tiro dentro das faculdades [Refr�o 2x] Em meio ao vale da escurid�o, eu canto amor... [Verso 3] Levanta a cabe�a gladiador e vai pra guerra N�o � fic��o de cinema, c� t� na selva dos mortais Que se matam at� por vaidade Chegar de Fielder zero comandando a cidade Ter respeito e ser a �ltima palavra no final Mesmo que este pre�o custe o pr�prio funeral Retrocesso, tamb�m queria na vida progresso Ter fama e poder saborear o sucesso Ter um flat no Jardins, casa em Angra dos Reis Uma Lincoln s� pra mim com DVD e PS3 Mas n�o, o mundo que eu vivo � real S�o 2 le�es por dia, na arena de cimento e cal Olhei pra frente e vi a patota de cosme Sem bolo e guaran�, no farol vendendo drops D�, pega no beck, de touca do Corinthians Com a cara na lata de cola Vi a menina que n�o tinha nem sequer 15 com filho no colo Olhei, vi as nuvens, �h Jesus volta logo Acaba com essa desgra�a que n�s aqui num aguenta Por mais que a gente tem f�, o inimigo atenta E sei que at� 40 n�o consigo jejuar E sei que sob a �gua n�o posso caminhar Mas n�o quero uma quadrada que faz explodir cr�nio E nem jovem baleada na sa�da da porta do banco [Refr�o 4x] Em meio ao vale da escurid�o, eu canto amor...
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