Desdita

Album cover art for "Desdita" by Joana Alegre

Joana Alegre - Pop

Desdita

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É dura a evidência do conflito em mim De querer ser livre só ter esse fim Viver sem medo, nenhum desespero Na luta latente que é ser assim Porque eu não me sinto presa a quem Me quer ver refém do que convém É o próprio amor que me sustém No fio da navalha eu nunca estou bem Eu nunca estou bem Eu nunca estou bem Eu nunca estou bem É pura a еssência dessa condição Constante mudança, mulher mutação Mãе filha irmã, mas não sou chavão Nem de cada laço que me liga ao chão Porque eu não me sinto presa a quem Me quer ver refém do que convém É o próprio amor que me sustém No fio da navalha eu nunca estou bem Eu nunca estou bem Eu nunca estou bem Eu nunca estou bem Infeliz esta desdita Só saber o que não querer Tenho uma espinha dorsal Estou farta de tanto mal Maldizer é mal viver Não me façam julgamento O tempo há-de dar um jeito De cobrar cada pecado Tenho os meus p'ra me entreter Sabe Deus, ai, sabe Deus Peço-lhe p'ra não esquecer Que me ajude a arrepender Porque eu não me sinto presa a quem Me quer ver refém do que convém É o próprio amor que me sustém No fio da navalha eu nunca estou bem Eu nunca estou bem Eu nunca estou bem Eu nunca estou bem Eu nunca estou bem Eu nunca estou bem Eu nunca estou bem Eu nunca estou bem

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  • Joana Alegre