O Show Começa Agora

Album cover art for "O Show Começa Agora" by Facção Central

Facção Central - Rap, Em Português

O Show Começa Agora

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[Letra de "O Show Come�a Agora" com Fac��o Central] [Verso 1: Dum-Dum] Camisa branca, vela acesa, sete horas Faixa, bandeira, o show come�a agora Algum rico ganhou a extrema-un��o do padre Chave pra socialite buscar publicidade Pede paz quando a bala estra�alha sua boca Quando a filha aparece morta no mato sem roupa O moleque decapitado no esgoto, no lixo � s� uma estat�stica, um furo jornal�stico Banal pro circo do falso moralismo N�o abala a cadela rica nem o pol�tico c�nico Que no domingo t� de iate rindo � vontade Enchendo o cu de droga, bebendo Ballantine's A classe rica s� lembra da periferia Quando quer farinha pra se acabar na danceteria Cad� a m�sica da paz, o gesto do artista Quando o jato da Col�mbia traz pro morro sua coca�na? Sua pomba branca t� sangrando no barraco Em forma de chacina com crian�a em peda�os Tira essa vaca do ar, modelo puta falando de n�s T� querendo Ibope pra posar pra Playboy Pagodeiro, sertanejo vem vender CD A campanha do burgu�s tem cobertura da TV D� pra se promover, at� pagar de santo Fingir que meu filho morre e o cuz�o que rebola t� se importando [Refr�o: Eduardo, Dum-Dum] N�o somos s� not�cia, n�mero de estat�stica Chora, playboy, com sangue da periferia N�o somos s� not�cia, n�mero de estat�stica Cad� a campanha da Paulista na hora da chacina? N�o somos s� not�cia, n�mero de estat�stica Chora, playboy, com sangue da periferia N�o somos s� not�cia, n�mero de estat�stica Cad� a campanha da Paulista na hora da chacina? [Verso 2: Eduardo] A indigna��o passageira do boy � moda Deixa explicita sua atitude preconceituosa S� merece Globo Rep�rter, campanha da paz Quem acende o charuto com nota de cem reais A puta de megafone no palco gritando N�o sabe o que � fome, s� entende de tamanco Nunca viu crian�a estudando no ch�o Acha que � cena de filme de fic��o N�o � o Stallone metralhando o seguran�a � outro exclu�do querendo vingan�a Na mesa de restaurante na hora do jantar Duvido que algum cu para pra pensar No tio doente na caixa de papel�o Querendo sopa quente, um lixo que tem um p�o Na crian�a de seis anos catando lata No alco�latra com a faca mandando o filho pra maca Ao degustar seu caviar seu vinho italiano � numa bala no meu cr�nio que ele t� pensando Na policia invadindo, dando butinada Na pretinha gr�vida buscando alguma arma A censura do meu rap a tropa de choque Me mostra que protesto � s� quando boy morre Aqui s�o flores no caix�o e sil�ncio Ou bala de borracha e g�s lacrimog�neo [Refr�o: Eduardo, Dum-Dum] N�o somos s� not�cia, n�mero de estat�stica Chora, playboy, com sangue da periferia N�o somos s� not�cia, n�mero de estat�stica Cad� a campanha da Paulista na hora da chacina? N�o somos s� not�cia, n�mero de estat�stica Chora, playboy, com sangue da periferia N�o somos s� not�cia, n�mero de estat�stica Cad� a campanha da Paulista na hora da chacina? [Verso 3: Dum-Dum] Manchete na CNN vai queimar o turista Ent�o, presidente chora, rebola na entrevista Formula seu pacote cheio de medidas contra o genoc�dio, luz na periferia Na augusta, meio-dia, controv�rsia A luz do sol, olho aberto, um buraco na testa Apresentador cuz�o, falso moralista Vai lucrar de novo com a desgra�a da noticia Treta no palco, deficiente d� Ibope Quarenta pontas pra emissora no hor�rio nobre Quem faz comercial contra a viol�ncia � o mesmo que quer sangue pra ganhar audi�ncia [Verso 4: Eduardo] A minha hist�ria n�o tem maquiagem Meu ponto de vista n�o � feito pra vendagem Eu n�o agrado gamb� nem arrombado de blindado Aqui � Fac��o, representante do barraco O boy n�o quer meu bem, s� quer minha pistola Quer me ver com fome, inofensivo na sua porta Pedindo esmola, um trocado qualquer Com �dio e revoltado, mas beijando seu p� Eu s� sou um problema se atravesso o vidro Pego a bolsa, o toca CD e atiro no ouvido Quem quer t� no condom�nio vivo e feliz N�o pede paz s� quando tem defunto nos Jardins [Refr�o: Eduardo, Dum-Dum] N�o somos s� not�cia, n�mero de estat�stica Chora, playboy, com sangue da periferia N�o somos s� not�cia, n�mero de estat�stica Cad� a campanha da Paulista na hora da chacina? N�o somos s� not�cia, n�mero de estat�stica Chora, playboy, com sangue da periferia N�o somos s� not�cia, n�mero de estat�stica Cad� a campanha da Paulista na hora da chacina?

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Credits

Writers
  • Eduardo Taddeo