Em Nome da Honra

Lyrics
[Verso 1: Eduardo] O corno de patente joga �gua no meu corpo Pra aumentar os volts, pro choque vir em dobro Se eu n�o der um nome, um telefone, um CEP Vai dar pra puta dele um casaco com minha pele 90% das confiss�es nos distritos S�o com tortura, � o �nico modo investigativo N�o � por justi�a que fraturam minha espinha dorsal � pra amenizar a cobran�a do jornal Em ano eleitoral, no DP chacina vira agress�o Estat�stica � maquiada pra tentar reelei��o Governador, eu vou mijar no seu comercial Meu B.O. vai pros autos da incompet�ncia policial Seu choque d�i menos que pedir alimento pro vizinho "�, de casa". Outra vez fingiram que sa�ram A Eti�pia tem filial no Graja� No mano sem g�s comendo os bagulho cru Sou o bilhete escolar sobre os buracos no Conga Os piolhos ferindo a cabe�a toda Minha coroa j� preparou o psicol�gico Pra levantar pano branco e ver minha etiqueta de �bito Desmaiar no port�o em busca de informa��o Enquanto chutam de letra um cr�nio na rebeli�o Autorizo minha eutan�sia, mas daqui n�o sai pista Vou merecer a Ruger me resgatando na delegacia [Refr�o x2: Eduardo] Vou sorrindo pro caix�o, mas daqui n�o sai pista Mere�o a Ruger .22 me resgatando na delegacia Vou sorrindo pro caix�o, mas daqui n�o sai pista Minha atitude n�o se curva pro choque da pol�cia [Verso 2: Eduardo] Eu sabia que devia ter atirado no palanque Com rifle pra abater elefante Posto explosivo no microfone pra na hora da promessa "3, 2, 1, 0. Bum!", chuva de c�lula Pra comemorar um carrapeta com bandeira Vinho na fogueira, alcatra na churrasqueira Se todo pol�tico vomitasse sangue Eu n�o ia ter que cortar carro no desmanche Nem sonhar em sequestrar um American Airlines E mandar os passageiros pelos ares Eu n�o ia t� algemado nessa porra de cadeira Queimado com cigarro, vendo dente na sala inteira Maldita hora que eu matei o dono do posto Que o frentista cagueta viu meu rosto De uniforme e calo na m�o, tive compaix�o A� o cuz�o me apontou na averigua��o Vou ser afogado na privada pelo investigador Fiquei distante das a��es na Bolsa de Valor O boy t� livre da nuca esmagada com taco de hockey Livre pra apostar nos cavalos do j�quei � assim, eu aqui pisoteado como barata E os que eu protejo abrindo Antarctica e sem inten��o da carta Meu sil�ncio n�o pede nem advogado S� quero o olhar de respeito pro meu caix�o lacrado [Refr�o x2: Eduardo] Vou sorrindo pro caix�o, mas daqui n�o sai pista Mere�o a Ruger .22 me resgatando na delegacia Vou sorrindo pro caix�o, mas daqui n�o sai pista Minha atitude n�o se curva pro choque da pol�cia [Verso 3: Eduardo] 70 horas sem comida, sem �gua Na Paulista, os boy de branco fazendo passeata Querendo um bode expiat�rio, um suspeito, um nome Algu�m pra apedrejar, culpado ou n�o querem um homem Dona Maria, pra qu� essa vela acesa? Os ricos t�o cagando pra o que voc� tem na mesa S� querem seu voto, seu Ibope em transe Seu pulm�o com a nicotina deles com c�ncer Chora por quem na chuva pega doen�a de rato Perde seus eletrodom�sticos no meio do barro S� entende quem n�o tem os 15 do p�o franc�s Quem carrega caixa de Halls, Sufflair das 6 �s 6 Sou o filho que viu o pai na frente do j�ri A m�e pra pagar advogado vendendo Yakult Que moral tem pra julgar um pa�s em terceiro Entre os que mais mata jovem, segundo a Unesco? No olho do delegado reflete meu t�mulo Matei seu sonho de me ver no P.A. do seguro J� me fez desmaiar umas cinco vezes hoje �gua na cara, "acorda, porra" e "p�", cabada de Colt A carne vai pro inseto, mas fiz o Estado perder Me sinto o Tri de 70 com a Jules Rimet Algu�m com aur�ola me espera atr�s da comida com veneno Amanh� meu corpo ser� outro acerto entre presos [Refr�o x4: Eduardo] Vou sorrindo pro caix�o, mas daqui n�o sai pista Mere�o a Ruger .22 me resgatando na delegacia Vou sorrindo pro caix�o, mas daqui n�o sai pista Minha atitude n�o se curva pro choque da pol�cia
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Credits
- Writers
- Eduardo Taddeo