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Evolução

Album cover art for "Evolução" by Xeg & Sagas

Xeg & Sagas - Rap, Portugal

Evolução

2 Plays

September 11, 2001.

Lyrics

[Intro] Passou meio mil�nio e o homem branco O autor de tantas grandezas e mis�rias De estragos e proezas N�o come�ou ainda a reparar Nem moral, nem economicamente A imensa ruptura que provocou Com os seus prop�sitos interiores Terras empobrecidas Rastos de cinzas Povos arrancados dos seus lugares de origem Foram alguns dos acontecimentos dram�ticos Que devem pesar na consci�ncia daqueles Que ainda n�o distinguem o bem e o mal E governam os destinos de toda a humanidade [Verso 1 - Xeg] Sejam bem-vindos ao universo da pobreza e do contraste Bandeira a meia haste, pelas vitimas do desastre Social, cultural, pol�tico e econ�mico Enquanto uns continuam a acreditar Num discurso que eu acho c�mico O homem � at�mico, supers�nico Mas continuam humanos a morrer Com doen�as que t�m cura J� h� mais de dez anos Antes havia escravatura Agora h� explora��o Antes havia ditadura Agora h� corrup��o! Apaga a televis�o D� uma volta pela cidade Agora volta a acend�-la Diz se o que eu falo n�o � verdade O homem realiza o sonho Mas o sonho n�o realiza o homem Nessas lutas pelo poder Que muitos outros morrem A gan�ncia � de quem tem Mas quem ainda n�o lhe chega Precisa do que � dos outros E quando v�, pega Que morra quem morrer At� ao �ltimo ju�zo Sofra quem sofrer Chorem as m�es que forem preciso Essa � a filosofia De quem n�s dependemos S�o eles que nos compram a alma Quando ao diabo a vendemos O homem tenta chegar a Marte Enquanto destr�i a Terra Mas quando l� chegar Tamb�m l� haver� guerra Vivemos numa era Mais metade dos seres humanos Vivem em plena mis�ria O veneno sai das art�rias Espalhando-se na atmosfera Conflitos rebentam Em todos os pontos da esfera Religiosos, pol�ticos Mas no fundo, monet�rios O dinheiro comprou o mundo Venceu todos os revolucion�rios [Refr�o - Sagas] Passado, futuro e presente � a evolu��o da mente N�o acredites s� naquilo Que te p�em � frente! Multid�es em desespero Pelos direitos fundamentais S� quando a verdade for dita Seremos todos iguais! (x2) [Verso 2: Sagas] � amn�sia, s� pode ser Que fez esquecer o passado Onde homens foram massacrados Arrastados como animais Feras, retirados de suas terras Submetidos a guerras mentais Desviados dos seus caminhos vitais Tudo pela sede de poder Que leva um ser a dominar, violar, castigar Outro semelhante Imperialismo constante dum povo Que matou a semente de identidade De milh�es de humanos Africanos Vossa fonte de riqueza Ao longo dos anos Tudo para alargar fronteiras Tornar verdadeira a hegemonia Mas o dia, aqui, � noite! No cora��o daquele que caiu mutilado Do que se esvaiu ensanguentado Do que nesta batalha, foi derrotado! � renegado, o n�vel inferior Aquele que sentiu a verdadeira dor Agora suporta o pudor Dos que pedem rigor Dos que esquematizam pela cor Impingindo normas, formas de estar E de se comportar Quem �s tu que mandas, desmandas � [?] que tresandas! Esse s�tio onde andas Est� contaminado � o lado esquerdo do peito Que tens fechado! Ningu�m me obriga N�o pe�o que ningu�m me siga Ningu�m liga e desliga o bot�o da vida! N�o h� sa�da, pois entrada n�o existe Cidad�o do mundo �s, sempre ser�s! Era dispens�vel estarmos constantemente A pedir paz, paz! [Refr�o - Sagas & Xeg] Passado, futuro e presente � a evolu��o da mente N�o acredites s� naquilo Que te p�em � frente! Multid�es em desespero Pelos direitos fundamentais S� quando a verdade for dita Seremos todos iguais! [Verso 3 - Sagas] Esmago, estrago, e conquisto A verdade escondo e despisto Dos que procuram saber mais Desviar as informa��es, ya Dos meus ancestrais At� chegar ao dia de hoje De tudo o que aconteceu, foge Da nossa vista! Mas agora s� sobressai aquele que Da realidade n�o desista! [Verso 4 - Xeg] Em pequeno disseram-me Que ia ter orgulho na minha p�tria Que colonizou o mundo, Am�rica, �sia e �frica Conquistas e descobertas Em nome da na��o Mas sei quem 't� do outro lado Partilha da mesma opini�o O que para uns foram her�is Para outros foram assassinos E de cada pr�dio que se constr�i Trabalhadores clandestinos A comida que n�o chega a mesa A m�e que n�o come para dar aos meninos Ainda deixam com vergonha De cantar o meu pr�prio hino Her�is do mar nobre o povo Que a hist�ria seja alterada E que nada se repita de novo!

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