Desafio do Auto da Catingueira

Album cover art for "Desafio do Auto da Catingueira" by Elomar

Elomar - Country, Pop

Desafio do Auto da Catingueira

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Duration: 8:15

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Lyrics

[Cantador do Nordeste: Xangai] Sinhores dono da casa O cantadô pede licença Prá puxá a viola rasa Aqui na nossa presença Venho das banda do norte Cum pirmissão da sentença Cumpri mia sina forte Já por muitos cunhicida Buscano a inlusão da vida Ou os cutelo da morte E das duas a prifirida A qui mim mandá a sorte Já qui nunciei quem sô Dêxo meu convite feito Pra qualqué dos cantadô Dos qui se dá pur respeito Aqui qui pru acaso teja Nessa função de aligria E prá qui todos me veja Pucho alto a cantoria Nessa viola de peleja Qui quano num mata aleja Cantadô de arrilia Só na iscada dua igreja Labutel cua duza um dia Cinco morrêro d'inveja Treis de avêcho, um de agunia Matei os bichos cum mote Qui já me deu treis muié É a história dum cassote Cum cuati e com saqué O cassote com um pote Cuô pru cuati um café Iantes ofreceu um lote Num saco prá o saqué O saqué secô o pote Dexô o cuati só cua fé Di qui dent do tal pote Inda tinha algum café E xispô sambano um xote O inxavido do saqué Qui cuati quá qui cassote Boto o bico e bato um bote O qui é qui o saqué qué Iantes porém aviso Sô malvado num aliso Triste ô filiz é o cantadô Queu apanhá prá dá o castigo Apois quem canta cumigo Sai difunto ô sai dotô [Tropeiro: Elomar] Sinhô cantadô chegante Me adisculpa o tratamento Nessa hora nesse instante Mêrmo aqui nesse momento Tá um cantô sinificante Sem fama sem atrevimento Qui num é muit falante Nem de muit cunhicimento Mais prá titos e valintia Só trais ua viola na mão Falta o ilustre companhêro Marcáo o lugá da prufia Se lá fora no terrêro O aqui mêrmo no salão [Cantador do Nordeste: Xangai] Vamo logo mão a obra Dexa as bestage de lado Qui a lûa já feiz manobra No seu campo alumiado Vosmicê qui sois daqui Vai dexano isplicado As moda dos cantori Qui lhe é mais agradado Se vamo cantá o moirão O martelo ô a tirana Ô a ligêra sussarana Parcela de multirão Ô intance ao invéis A obra de nove peis De oite sete ô seis Ô se deiz pés em quadrão Vamo logo mão a obra Dêxa esas coisa de lado Como cantá no salão Tô mais riuna qui a cobra Qui trais no rabo incravado Uminvenenado feirão [Tropeiro: Elomar] Apois sim tá certo vamo Cantá qualquer canturia Num me deito nem me acamo Pra arrotá sabiduria Vamo canta meu amigo As moda qui tô chegando Num corremo assim o pirigo De tá sempre isplicano Prêsse povo qui eu digo Inducado iscutano Apois prá intendê parceia Marteio ô côco tiran Tem qui baté mil cancelana listrada das disingon E ainda purriba tem Qui sabê sofre e isperá Mêrmo saben qui num vem As coisa do seu sonhá Na listrada dos disingano Andei de noite e de dia O pois sim tá certo vamo Cantá qualqué canturia [Cantador do Nordeste: Xangai] Na listrada dos disingano Andei de noite e de dia Inludido percurano Aprendê o qui num sabia Quano eu era moço um dia Arrisulví sal andano Pula istrada da aligria A aligria percurano Curri doido atrás dela Entrô ano salu ano Bati mais de mil cancela Na istrada dos disingano [Cantador do Nordeste: Xangai] Todo cantadô errante Trais nos peito ua marzela Nas alma lua minguante Listrada e som de cancela Fonte aqui ficô distante Qui matava a sêde dela E o coração mais discrente Dos amô da catinguêra Ai o amô é ua serpente Esse bicho morde a gente Vamo pois cantá parcela Daindá daíndá daindá [Tropeiro: Elomar] Eu sô cantadô de côco Eu num canto parcela Parcela é feiticêra Eu corro as légua dela Ai, ai, ai, ai Chegano num lugá Adonde têja ela Eu vô me adisculpano E dono nas canela Daindá, daíndá, daíndá Cunhici um cantadô Distimido e valente Qui mangava do amô E zombava a fé dos crente Mais um dia ele topô Nos batente dua jinela Com o bicho do amô Mucama pomba e donzela E o cantadô aos pôco Foi se paxonano pru ela Fé qui um dia ficô lôco De tanto cantá parcela E hoje véve pela istrada Rismungano qui a culpada Foi a mucama da jinela Daindá, daínda, daíndá Eu sô cantadô de côco Apois quem canta parcela Corre um risco são francisco Morre doido cantan ela Daindá, daíndá, daindá

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  • Elomar