Saga Da Amazônia

Album cover art for "Saga Da Amazônia" by Vital Farias

Vital Farias - Country, Brasil

Saga Da Amazônia

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Duration: 7:56

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Lyrics

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[Letras de "Saga Da Amazônia"] Ato I: Era uma vez na Amazônia a mais bonita floresta Mata verde, céu azul, a mais imensa floresta No fundo d'água as Iaras, caboclo lendas e mágoas E os rios puxando as águas Papagaios, periquitos, cuidavam de suas cores E os peixes singrando os rios, curumins cheios de amores Sorria o jurupari, o uirapuru, seu porvir Era flora, fauna, frutos e flores Toda a mata tem caipora para a mata vigiar Veio o caipora de fora para a mata definhar E trouxe dragão de ferro pra comer muita madeira E trouxe em estilo gigante pra acabar com a capoeira Fizeram logo o projeto sem ninguém testemunhar Pra o dragão cortar madeira e toda mata derrubar Se a florеsta, meu amigo, tivesse pé pra andar Eu garanto, mеu amigo, que o perigo não tinha ficado lá O que se corta em segundos gasta tempo pra vingar E o fruto que dá no cacho pra gente se alimentar? Depois tem o passarinho, tem o ninho, tem o ar Igarapé, rio abaixo, tem riacho e esse rio que é um mar Ato II: Mas o dragão continua na floresta a devorar E quem habita essa mata, pra onde vai se mudar? Corre índio, seringueiro, preguiça, tamanduá Tartaruga, pé ligeiro, corre, corre tribo dos Kamayurá Mas o dragão continua na floresta a devorar E quem habita essa mata, pra onde vai se mudar? Corre índio, seringueiro, preguiça, tamanduá Tartaruga, pé ligeiro, corre, corre tribo dos Kamayurá Ato III: No lugar que havia mata, hoje há perseguição Grileiro mata posseiro só pra lhe roubar seu chão Castanheiro, seringueiro já viraram até peão Afora os que já morreram como ave de arribação Zé de Nãna tá de prova, naquele lugar tem cova Gente enterrada no chão Pois, mataram o índio que matou grileiro que matou posseiro Disse um castanheiro para um seringueiro Que um estrangeiro roubou seu lugar Pois, mataram o índio que matou grileiro que matou posseiro Disse um castanheiro para um seringueiro Que um estrangeiro roubou seu lugar Ato IV: Foi então que um violeiro chegando na região Ficou tão penalizado e escreveu essa canção E talvez desesperado com tanta devastação Pegou a primeira estrada, sem rumo, sem direção Com os olhos cheios de água, sumiu levando essa mágoa Dentro do seu coração Foi então que um violeiro chegando na região Ficou tão penalizado e escreveu essa canção E talvez desesperado com tanta devastação Pegou a primeira estrada, sem rumo, sem direção Com os olhos cheios de água, sumiu levando essa mágoa Dentro do seu coração Ato V: Assim termina essa história para gente de valor Pra gente que tem memória, muita crença, muito amor Pra defender o que ainda resta, sem rodeio, sem aresta Era uma vez uma floresta na linha do Equador

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  • Vital Farias