As Armas do Amor

Album cover art for "As Armas do Amor" by Sérgio Godinho

Sérgio Godinho - Pop, Em Português

As Armas do Amor

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Duration: 4:51

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Desarmem Os campos minados da ignor�ncia Onde se infiltra friamente O preconceito, esse sim, fatal, letal, brutal E n�oh�senso que lhevalha O preconceito desempalha Animais incongruentes Atacando pela trilha Deuma ilha outrora virgem Apar�ncia de virtude O preconceito nunca falha Flecha certeira,_na_esteira_da inoc�ncia Apar�ncia de_virtude E por mais_que se escude Na justifica��o pseudo-�tica Cosm�tica, caqu�tica Do seu valor de guardi�o das morais Vitais p'ra l� do ano 2000 O preconceito n�o tem estado civil � casado com a morte Divorciado da vida � vi�vo de si mesmo � solteiro e por junto separado Suicida Desarmem o preconceito Armem por favor as armas do amor Amar no sentido primeiro e secular Armem o mar Armem o vento p'ro uso depois V�o e regressem depois Mas por quem sois Mas por quem sois Armem as armas do amor Armem as armas do amor Armem as armas do amor Armem por favor as armas do amor Desarmem As metralhadoras cor de cinza Que defendem a condescend�ncia Cautelosa, lacrimosa Das decis�es oficiais Carimbadas despachadas E s� por isso legais Mas que v�o milhas atr�s Das atrozes realidades Que o corpo grita E a alma berra A condescend�ncia n�o desferra No cofre forte onde se encerra A planifica��o ponderada De um problema complexo H� solu��es de fachada Dois mil mortos perfilados na parada H� palestras sobre sexo � um problema complexo N�o se dane se ningu�m resolve nada Ano ap�s ano Dois mil mortos perfilados na parada Um por ano Nossa escada em caracol para o nirvana Desarmem a condescend�ncia! Armem por favor as armas do amor Amar no sentido primeiro e secular Armem o mar Armem o vento p'ro uso depois V�o e regressem depois Mas por quem sois Mas por quem sois Armem as armas do amor Armem as armas do amor Armem as armas do amor Armem por favor as armas do amor Desarmem A pose altiva Emproada gargalhada Que veste a incompet�ncia Insipi�ncia disfar�ada de suma Sabedoria, quem diria Quem diria que debaixo de uma s� alegoria Tanto exemplo existiria Exemplos de incompet�ncia S�o aos montes, s�o �s serras Imposs�veis de escalar Passos v�os, in�teis guerras A incompet�ncia � incapaz de se olhar O cad�ver inocente � olhado pelo soldado incontinente Pelo menos � um olhar A incompet�ncia, nem pensar Nem pensar em juntar o resultado � vontade O sonhado � realidade E do real partir para a utopia Menos mal, assim seria, menos mal Desarmem a incompet�ncia! Armem por favor as armas do amor Amar no sentido primeiro secular Armem o mar Armem o vento p'ro uso depois V�o e regressem depois Mas por quem sois Mas por quem sois Armem as armas do amor Armem as armas do amor Armem as armas do amor Armem por favor as armas do amor Desarmem A boa consci�ncia arrogante Altissonante, complacente Da intoler�ncia religiosa, da intoler�ncia civil Da intoler�ncia, tanto faz Desdenhosa e incapaz De intuir na diferen�a A trave-mestra desta vida Sal da vida A intoler�ncia � uma �gua envenenada Rota em jorros mas dos gritos s� sai �gua silenciosa A mais perigosa Engrossa rios, traz detritos Traz a caixa das esmolas Flutuando j� tombada Penetra casas e escolas Leva livros ditos sagrados Mas levados mais � letra Que a pr�pria letra das suas margens E assim pondo-se � margem Dos pr�prios rios sagrados Desarmem a intoler�ncia! Armem por favor as armas do amor Amar no sentido primeiro e secular Armem o mar Armem o vento p'ro uso depois V�o e regressem depois Mas por quem sois Mas por quem sois Armem as armas do amor Armem as armas do amor Armem as armas do amor Armem por favor as armas do amor

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