Queima do Zé

Album cover art for "Queima do Zé" by Riça

Riça - Rap, Hip-Hop Tuga

Queima do Zé

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Duration: 3:57

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Lyrics

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[Letra de "Queima do Z�"] [Intro] Nas ruas da imedia��o do tribunal da rela��o do Porto Passa por ali uma esp�cie de gaiola montada numa carro�a E um homem l� dentro "Venham ver, venham ver o c�lebre bandido!" (Venham ver) Queima, queima, queima o Z� Queima, queima, queima o Z� (Venham ver) Queima, queima, queima o Z� Queima, queima, queima o Z� Eh compadre, chama o padre Diz que o diabo 't� enjaulado l� no adro A�aimado e vendado Ele pede ao padre que lhe traga um cigarro [Verso 1] � bem prov�v5l acabar chalupa da minha caba�a Intrat�vel, sem casa, fam�lia ca�da em d5sgra�a A subir e descer nisto tipo Bom Jesus de Braga Sempre o fiz descal�o, n�o me venham c� dar graxa Dou aos pedais como o peregrino d' Aldoar Querem a vida do Malh�o, � ver-vos a malhar Piso palcos de bra�os no ar, sem fazer lagar Plateia at� lembra uma alcateia em noites de luar Carrapato em solo sagrado Sola do meu sapato sabe ser um arado nisto Venha o mau olhado, olhem de cima ou de lado Ri�a tem olhar de basilisco N�o nasci para criado, fui parido p'a criar O catraio h� de ser um mito S� quero deixar um recado "Meu nome � Z� do Telhado V�o desejar nunca ficar ricos" Talento vem da solid�o No tempo em que os dentes eram penedos do Mar�o No tempo em que eu era uma merda, um puto marr�o A dar enxaquecas � terra com o meu som Comi muita sopa, sem colher, sem broas Cantei pelas sombras, com casas �s moscas Sacrifiquei mo�as, pratiquei na lousa P'ra ser a madi��o das Caldas, o medo da lou�a Sou monstro, demonstro: Escrevo c'a direita, s� ou�o: "Cruzes canhoto" Se tombo no po�o Sou Maria Gancha e vossos filhos meu almo�o N�o adianta o alho-porro a dar no corno Sou Arminda de Jesus, tenho o diabo no corpo S�r Abade, venha de l� essa lenha e o fogo Que eu n�o morro! � o in�cio de mais um retorno [Bridge] Senhor padre, lume � bravo Mas n�o arde na minha carne, sou o Diabo Senhor padre, sei que � chato Volto c� reencarnado nos gaiatos [Verso 2] Bicho-carpinteiro por inteiro que aqui anda Bisgo a dar com pau, sou Pauliteiro de Miranda Diz-me que o tinteiro que eu tenho � de sangue Assinto emprestar o meu jeito, assino Dona Branca A campa que me levar s� no antigo das Antas Tenta o meu tamanho, � meu amigo nem de andas D� �s chancas, pintar manta n�o adianta, v� se achantras Santa-Rita Pintor entrego o labor �s chamas Canta a tabuada, n�o contas com este abuso Perdes o fio � meada, r�i o teu sabugo Sai chapada � pai, a tua tromba vira adufe Pit�u da Mealhada quando � caneta dou uso L�ngua afiadinha tipo a menina Virinha Sou uma vinha americana que te fode forte a pinha �s quem veste as cal�as l� em casa � moda antiga Mas v� se vais ao teu alfaiate fazer a bainha N�o me v�s remelas, s� olheiras belas Jo�o Pestana nesta cama acaba sem barbela Num quarto � luz de velas tiro a tosse a v�rias melgas Enquanto conjuro acapellas p'a queimar capelas S'eu andar s� a pele e costelas, tudo com cautela Tiro da mis�ria a merda da minha moela Visito ruelas, ca�o cabr�es e cadelas Degolo goelas como num sacrif�cio celta P�tria cinzenta, p�, teria que inventar Forma de deixar negras e dar brancas A quem aqui 't� a querer ser o capeta T�o pitos, � uma pena Enquanto esfrego um olho Sangro os frangos para o alguidar Guiso em �gua benta, 't� servida a merenda Novi�as e padrecos, h� canecos no meu lindo altar Pomada � bem azeda, tuga treme das canetas Quem � que vai ao tapete de ventas? Um-d�-li-t�

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