Ninguém Toca No Meu Beco

Album cover art for "Ninguém Toca No Meu Beco" by Realidade Cruel

Realidade Cruel - Rap, Brasil

Ninguém Toca No Meu Beco

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Duration: 5:17

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Lyrics

Language:

[Verso 1] N�o consigo respirar! � mais um grito de socorro E o mundo em sil�ncio concorda com quem est� me sufocando O sangue j� derramado � o mesmo que corre em minhas veias S�o gritos de rebeldia, ningu�m toca no meu beco Meliantes fardados, praticam torturas E seguem honrados, seus filhos de Ustra! A� doutor pega sua Piedade ...E enfia no... Volta de r�, O que noiz quer ...� a real liberdade do povo Viver do bom e do melhor Poder usar importado Sem tomar tapa na cara, sem crime forjado ou asfixiado Querem ter paz pra sentarem no port�o, sem ter corpo perfurado e ser taxado de ladr�o Esteri�tipos, correntes invis�veis Grilh�es aprisionando, quem devia ser livre A hist�ria � escrita, com tintas de preconceito At� hoje, direitos humanos t�m cor e endere�o Arromba as trancas do port�o dessa sociedade Minhas palavras de fogo, falam por cada vida apagada Enquanto o Sol que � pra todos n�o chegar A milit�ncia aqui do Beco n�o vai parar de lutar [Refr�o] Somos rua, somos beco, favela, somos gueto Ningu�m toca no meu beco Pela luta, pelos preto, pelos pobre, por respeito Ningu�m toca no meu beco Somos rua, somos beco, favela, somos gueto Ningu�m toca no meu beco Pela luta, pelos preto, pelos pobre, por respeito Ningu�m toca no meu beco [Verso 2] Ora��o matinal na capela M�e de joelha apela Pede fim do caos na favela Paz em beco e viela Vi ela a viatura Circulando no asfalto E o n�vel de �dio dos puto Muito alto Fogos pro pro alto Na laje menores na fun��o AK pro alto Muito revoltado e muni��o Estacas no caminho Blindado que traz a morte Fogo no coquetel Ja n�o contamos com a sorte Chumbo trocado n�o doi Conflito que n�o faz her�i Sem casinha e pomba branca Casas na tranca Na sala crian�as ao ch�o Sangue afli��o Quis se proteger dos tiros V�rios furos na m�o Paredes parecem queijo su��o S� buraco E os corpos dos inimigos Deu sumi�o Foram fraco Poder publico versus Paralelo A qualquer sorte Como pode Pobre monta seu castelo Sem como��o nacional Pra quem tomba nos beco Sistema planta o �dio Mais um corpo, esterco Me perco nesse tempo Muito tempo sonhando com a melhora Diplomacia pra evitar conflito Foi embora [Refr�o] Somos rua, somos beco, favela, somos gueto Ningu�m toca no meu beco Pela luta, pelos preto, pelos pobre, por respeito Ningu�m toca no meu beco Somos rua, somos beco, favela, somos gueto Ningu�m toca no meu beco Pela luta, pelos preto, pelos pobre, por respeito Ningu�m toca no meu beco [Verso 3] Revolta esta no meu flow na massa que cola no show As minoria s�o maioria do povo que o beco formou A for�a que vence a luta � a cura na sociedade mais justa Verdade � pura e crua nada se muda se for insegura Vamos marchar antes que n�o possa respirar Antes que seja arrastado e desfigurado pra n�o te achar 80 tiros , 111 tiros e um silencio absurdo Montamos um congresso que finge de morto se faz de surdo A postura n�o mudo n�o me iludo enquanto meu povo ta de luto Absurdo absurdo acabo com tudo a volta da Ai 5 � insulto Documentos foram arquivados mais corpos foram encontrados Quem matou Mariele Franco, franco atirador foi silenciado N�o tenha medo seja ligeiro a voz ecoa desde cedo Contra viol�ncia domestica, genoc�dio do povo negro Vamo pra rua � o levante vamos pra luta n�iz � gueto Luna Rabette , RC ... Ninguem toca no meu beco [Refr�o] Somos rua, somos beco, favela, somos gueto Ningu�m toca no meu beco Pela luta, pelos preto, pelos pobre, por respeito Ningu�m toca no meu beco Somos rua, somos beco, favela, somos gueto Ningu�m toca no meu beco Pela luta, pelos preto, pelos pobre, por respeito Ningu�m toca no meu beco

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Credits

Writers
  • Lunna Rabetti
  • Marko
  • Tuca Léllis