Amor Bandido

Lyrics
[Verso 1] Passa o pano, registra parceiro to disfar�ado Olha s� parecendo advogado De terno e gravata, uma pasta preta de couro No pulso um aquallant s�rie ouro Sapato engraxado, lustrado, estilo doutor Uma autom�tica com silenciador Vai ser hoje � hoje a cena do louco n�o falha A m�dia toda vai ficar alarmada �! flashes, fotos no local e a per�cia Fator emergencial e a pol�cia Toda acionada G.O.E, civil, militar Na disputa com quem vai ficar O trof�u de her�i ou mancha do fracasso De outro caso extraordin�rio De nada adiantou o alarme a camera Se com uma luva de pl�stico e uma l�mina Entramos em a��o desligando o circuito Interno, externo de filmagem do recinto Passaram mal, n�o entenderam nada Quando viram cinco homens de toca na cara A��o cronometrada de ponto quarenta na m�o Gritando "Todo mundo pro ch�o, pro ch�o!" Naquela hora se fez presente o medo Profiss�o perigo � dinheiro! [Interl�dio 1] "A� isso aqui � um assalto! Todo mundo deitado no ch�o Se reagir e bala na nuca Nossa cota � dinheiro Agente n�o que machuca ningu�m Quem quiser volta vivo pra casa N�o se mexe, n�o se mexe!" [Verso 2] S�o cinco 157 comigo seis... era dezembro o m�s M�s de movimento, dinheiro no pa�s, Natal Todo mundo procurando se feliz normal Eu apaixonado quem diria m� viagem A mulher da minha vida de verdade Apareceu num estalo de m�gica, linda, � bela Meu jardim, minha flor, cinderela Eu j� nem me lembrava como a mara era maravilhoso Ag�ncia banc�ria, olho-no-olho, rosto-no-rosto Ela piscou amor � primeira vista Deus ta querendo mi tirar desta vida bandida Pensei comigo sempre soube o crime � foda Trairagem, pilantragem � toda hora, olha Eu procurado ficha pra l� de longa Mais mesmo assim n�o parava de mete bronca Tava ciente, esperto, p� no ch�o Que se eu rodasse ia tira um mont�o �! Faze o que mais eu preciso � de dinheiro Era final de outubro in�cio de novembro Os mano de responsa me ligaram deram um toque � pega ou larga a fita � forte Final do ano eu imaginando montado num Chrysler Ou iniciando o sofrimento atrav�s da triagem Naquela hora se fez presente o medo Profiss�o perigo � dinheiro! [Interl�dio 2] Caralho! � muito dinheiro meu Deus Ser� que eu vou nessa fita? Os maluco que me ligo a fita.. Agora que eu arrumei a mulher da minha vida Os maluco � firmeza Seja o que Deus quiser eu vou Vou cata esse dinheiro... [Verso 3] Chegou o dia da cena, o momento e o lugar Na certeza sou eu vou enquadrar O sangue a milh�o, cora��o acelerado � agora to firm�o pro in�cio do espet�culo Vai! Cata o gerente, sangue bom fita dominada Joalheria de requinte sendo assaltada Alarme desligado, c�mera de merda n�o n�o Vem filma outro cap�tulo da novela cuz�o N�o � filme muito menos mini-serie N�o � a casa dos artistas esquece Puta que loucura � m� adrenalina Parece at� que eu to louco de farinha Ouro, diamante, gargantilha, pulseira, rel�gio Se reagir, a fam�lia assina o �bito Muitos reais era tudo que eu queria F�cil demais parecia at� mentira Pois �, puro p�nico Choro, assalto sensacional Chama a globo pra passa no Jornal Nacional Mentes racionais, sem pistas ou digitais Plano pra l� de eficaz, a��es criminais... j� foi!!! Agora � tarde, sem boi, segura o paga Sai fora sem da bala cada um pra sua quebrada Farol, fecha farol abre, estranho meu sexto sentido Ser� que tem algu�m atr�s me perseguindo? r� r�� Naquela hora se fez presente o medo Profiss�o perigo � dinheiro! [Interl�dio 3] "Vai parceiro cata o gerente � aquele ali de �culos Abre o cofre! Abre o cofre! Desgra�ado!!! Vai que eu to passando o pano Se levanta � bala na cara Se levanta � bala na cara Agente s� que o dinheiro Vai! Vai! Vamo se joga vai sai fora! [Verso 4] Ent�o pela ordem dinheiro repartido Cada um com a sua cota seis bandidos Vou ti fala um barato mais � segredo Irm�o era muito dinheiro To chegando no encontro m� saudades da mulher N�o vejo a hora to com Deus to na f� O combinado era ir pro interior ou pro litoral De S�o Paulo meu amor era descomunal La vem ela num gol branco um pouco atrasada Deve se o tr�nsito num da nada Puta que calor ela de cal�a e de jaqueta, pensei! Essa mulher � muita treta, doidera, falei! Se aproximou e como um raio num passe de m�gica Apontou pra minha cara uma quadrada Dei risada e caminhei pra ganhar um abra�o apertado Um beijo estralado daquela que comigo era lado a lado � pol�cia n�o reage eu atiro Escutei ela falando com tom agressivo R�! De repente uma pah de viatura, fuz�l Gritaria, armamento, colete, civil Puta sem vergonha era pol�cia disfar�ada Se agora � o inferno que me resta? eu vou na bala Zum zum zum zum! Ent�o se rende a traidora na frente Um distintivo do mau e um olhar de serpente Puxei saquei do meu escutei o primeiro grito Logo em seguida uma rajada nervosa de tiros Camisa molhada e n�o era de merc�rio Na m�o autom�tica no corpo s� furo A cara da vaca lavada de sangue Furada pelos tiros que dei sem batom e sem blush To morrendo aos poucos sem m�dico doutor... Fui tra�do pelo amor! Naquela hora se fez presente o medo Profiss�o perigo no inferno t� cheio!
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Credits
- Writers
- Realidade Cruel