Vênus

Album cover art for "Vênus" by Paulinho Moska

Paulinho Moska - Pop, Em Português

Vênus

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Lyrics

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Quando a sua voz me falou: vamos Eu vi deus sentado em seu trono: v�nus A religi�o que n�s dois inventamos Merece um definitivo talvez... pelo menos Perceba que o que me configura � sempre essa beleza Que jorra do seu jeito de olhar Do seu jeito de dar amor Me dar amor N�o te dei nada que seja impuro No futuro tamb�m vai ser assim Se hoje amanheceu um dia escuro Foi porque capturei o sol pra mim Perceba que o que te configura � sempre essa beleza Que jorra do meu jeito de olhar Do meu jeito de dar amor Te dar amor Perceba que o que nos configura � sempre essa beleza Que jorra do nosso jeito de olhar Nosso jeito de dar amor Nos dar amor N�o falo do amor rom�ntico Aquelas paix�es meladas de tristeza e sofrimento Rela��es de depend�ncia e submiss�o, paix�es tristes Algumas pessoas confundem isso com amor Chamam de amor esse querer escravo E pensam que o amor � alguma coisa Que pode ser definida, explicada, entendida, julgada Pensam que o amor j� estava pronto, formatado, inteiro Antes de ser experimentado Mas � exatamente o oposto, para mim, que o amor manifesta A virtude do amor � sua capacidade potencial de ser constru�do, inventado e modificado O amor est� em movimento eterno, em velocidade infinita O amor � um m�bile Como fotograf�-lo? Como perceb�-lo? Como se deixar s�-lo? E como impedir que a imagem sedent�ria e cansada do amor nos domine? Minha resposta? o amor � o desconhecido Mesmo depois de uma vida inteira de amores O amor ser� sempre o desconhecido A for�a luminosa que ao mesmo tempo cega e nos d� uma nova vis�o A imagem que eu tenho do amor � a de um ser em muta��o O amor quer ser interferido, quer ser violado Quer ser transformado a cada instante A vida do amor depende dessa interfer�ncia A morte do amor � quando, diante do seu labirinto Decidimos caminhar pela estrada reta Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos E n�s preferimos o leito de um rio, com in�cio, meio e fim N�o, n�o podemos subestimar o amor n�o podemos castr�-lo O amor n�o � org�nico N�o � meu cora��o que sente o amor � a minha alma que o saboreia N�o � no meu sangue que ele ferve O amor faz sua fogueira dionis�aca no meu esp�rito Sua for�a se mistura com a minha E nossas pequenas fagulhas ecoam pelo c�u Como se fossem novas estrelas rec�m-nascidas O amor brilha. como uma aurora colorida e misteriosa Como um crep�sculo inundado de beleza e despedida O amor grita seu sil�ncio e nos d� sua m�sica N�s dan�amos sua felicidade em del�rio Porque somos o alimento preferido do amor Se estivermos tamb�m a devor�-lo O amor, eu n�o conhe�o E � exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo Me aventurando ao seu encontro A vida s� existe quando o amor a navega Morrer de amor � a subst�ncia de que a vida � feita Ou melhor, s� se vive no amor E a l�ngua do amor � a l�ngua que eu falo e escuto

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