A Paixão É Às Vezes, O Amor É Todos Os Dias

Album cover art for "A Paixão É Às Vezes, O Amor É Todos Os Dias" by Orelha Negra & Capicua

Orelha Negra & Capicua - Rap, Portugal

A Paixão É Às Vezes, O Amor É Todos Os Dias

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Duration: 3:47

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Lyrics

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[sample de notici�rio] Chega � esta��o de Santa Apol�nia encasacado, o cabelo ainda molhado do duche matinal. Jos� Lu�s Costa, um entre milhares, mas subitamente na m�o direita v�-se um caderno aberto numa p�gina em branco e uma rosa [Capicua] O mundo � cheio de pessoas e os dias cheios de infinitos Mas t�o �nfimas as possibilidades de nascer um mito E para fazer por isso Podemos tentar tornar o dia do outro mais bonito Ele escolheu come�ar no dia dos namorados Uma rosa e um recado confiando no acaso Mas ela n�o respondia e algum tempo passado Na falta de um mais-que-tudo o compromisso foi selado Com o mundo e se no fundo o amor � quotidiano Faz sentido que o altar seja o metropolitano Todos os dias do ano na �ltima carruagem Devoto na oferenda uma flor e uma mensagem Escrevia como para ela Em vida paralela e vinha de Santa Apol�nia sentado � janela E quando trocava no Marqu�s para a linha amarela J� trazia uma flor a menos na lapela E l� estava o seu bilhete pendurado No sinal de alarme como combinado Para lembrar a quem passava que o amor � inesperado E que, como o perigo, pode estar em todo o lado O destino do vag�o era o cora��o Amadora ou a que ama era a direc��o da circula��o E cada dia era comprido com dedica��o A rotina que fazia da sua vida uma miss�o E como retribui��o ele recebeu respostas � caixa de correio chegaram muitas propostas Mulheres dispostas a tudo Lisboetas ou do mundo mas que no vag�o do fundo sonhavam com futuro inspiradas no romance Sem chance Ele s� queria uma e esta n�o estava ao alcance 365 dias depois Depois de 365 poemas e flores Chegada ao fim da promessa e despedida Era a �ltima tulipa, a �ltima missiva No sinal de alarme na tarde de S.Valentim leu-se "a paix�o � o in�cio, o amor � o fim" E j� sem nenhuma esperan�a que ela lhe respondesse Tingiu de algumas l�grimas esse �ltimo bilhete Foi de cora��o cinzento que na manh� seguinte Tudo foi surpreendente mal saiu do n�mero 20 Havia flores e frases espalhadas pelas ruas Nos postes, nos sem�foros, nos carros, nas gruas Palavras nas paredes, p�talas por todo o lado Poemas e papoilas e RAP a passar na r�dio Ele ia embasbacado no caminho da esta��o Que passou a primavera com as flores no corrim�o E at� na bilheteira se davam outros bilhetes De admiradores secretos do metro nos seus "flirts" Ele foi descendo a escada na entrada da carruagem Penduradas no alarme: uma flor e uma mensagem Pela primeira ele era o destinat�rio Era o 15 de fevereiro, o seu anivers�rio Cheirou a rosa vermelha enquanto abria a carta "a paix�o � uma janela o amor � uma porta " E ao lado estava uma entreaberta E no recado era conhecida a letra Espreitou para a cabina e era ela! No lugar do maquinista � sua espera! E ali debaixo da terra com o beijo de cinema disse "a paix�o � uma flor, o amor � um poema" E ali debaixo da terra com o beijo de cinema disse "a paix�o � uma flor, o amor � um poema" [sample de notici�rio] Em Lisboa, esta manh�, j� partiu, na �ltima carruagem da linha azul j� partiu. Mais uma flor, mais uma frase, j� partiu o amor

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  • Capicua