Gamma Crucis

Lyrics
(Verso 1) As estrelas são olhos no céu... Onde os deuses são míopes Assistindo a cidade sangrar Somos filhos medíocres... Malabares com lástimas, eu Só quis anestesia... Onde o medo e audácia num só... Dançam em sincronia... Ancorado ao fracasso, a queda do espaço Quebrado e caçando a fagulha E só quando eu deliro, as vozes visitam Pra sussurrar que se orgulham... Despencar de tão alto, te faz pegar fogo E o fogo é seu gozo e sua perda Cada rastro no céu que enxergarem Meus olhos tocaram em mais uma Alameda Os cacos dos espelhos transam, ombros e joelhos cansam Meus devaneios se lançam, mas os receios avançam... Tatuando a porra da minha pele com um passado Que eu arrancaria os braços se fizesse desaparecer Degustando súplicas em naves, quedas múltiplas Nunca serão as últimas, nunca serão as últimas... Não solte os relicários, te amenizam quando você for lembrado Que o tempo te fez ser tudo que nunca quis ser (Refrão) Longe de casa... Quantas madrugadas Longe de casa... Luzes apagadas Longe de casa... Já passou das cinco Longe de casa... Eu sempre me sinto (Verso 2) Único... Único... Cada caos é único... Místico... Místico... Cada caos é místico... Púlpito, púlpito... Cada poço é um púlpito... Nítido... Nítido... Meu teor etílico... Tô tentando lembrar meu nome Tô tentando esquecer meu fardo Os abutres são pais dos drones E os seus olhos são frios como dardos Somos lobos cansados hoje Fomos peças quebradas ontem Anjos mórbidos amam foices Mas odeiam que ela as encontrem Gamma Crucis toca nossa pele Nossas almas são nossas lareiras Vejo sangue, suor e saudade Nossos corpos são nossas barreiras É irônico olhar pras estrelas São pra sempre beleza intocável Perto delas nós somos poeira Ponto no vazio interminável (Refrão) Longe de casa... Quantas madrugadas Longe de casa... Luzes apagadas Longe de casa... Já passou das cinco Longe de casa... Eu sempre me sinto
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Credits
- Writers
- Oddish