Tudo o que tenho

Album cover art for "Tudo o que tenho" by Mundo Segundo & Ana Lu

Mundo Segundo & Ana Lu - Rap, Em Português

Tudo o que tenho

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[Letra de "Tudo o que tenho" ft. Ana Lu] [Verso] Quantos anos passaram? Quantos manos partiram? Quantas rela��es findaram? Quantas portas se abriram? Quantas noites em branco? Quantos dias sem encanto? Quantas vezes fui franco depositando emo��es no teu banco? Quantas vezes sorriste, triste, solit�rio e cabisbaixo? A 220 em pleno despiste capotando encosta abaixo Neste mundo eu n�o me encaixo, pensavas para ti pr�prio Metade de mim inspira amor, a outra metade s� atrai �dio! � �bvio que um homem erra, ele n�o nasceu perfeito Com defeito de fabrico no fabrico do lado esquerdo do peito O meu maior defeito? A minha maior virtude Mudo a tempo de vida antes Que a pr�pria vida com tempo me mude A verdade n�o ilude, procuro que ela me ajude Uma mente coerente � nascente fluente da fonte da juventude Dei tudo o que tinha mas n�o sabia ao que vinha Como uma crian�a que caminha na escurid�o do vale sozinha S� minha tristeza que carrego em peso nos ombros Perdi toda uma fam�lia, a inoc�ncia soterrada nos escombros Somos tontos quando pensamos que s� acontece aos outros Loucos quando nos roubam a vida aos poucos, poucos, poucos Tu vive e sente te livre, a vontade � um poder enorme N�o deixes que o medo te transforme N�o deixes que a mal�cia te transtorne N�o deixes que o m�nimo te conforme Enquanto o tempo se consome Porque o homem besta n�o dorme semeando mis�ria e fome 32 Primaveras nas ruas amizades sinceraa Meu puto, � um mundo de feras E da realidade n�o d� para tirar f�rias Fa�o s�rias abordagens em prol do bem comum Putos querem saber quem � o maior? Que se foda o n�mero 1 A vida n�o � um concurso ou uma corrida em pista coberta Valorizo mais a procura que o n�mero astron�mico da oferta A minha historia � bem concreta Debaixo de chuva � procura de uma aberta Vi uma porta entreaberta que me levou � direc��o certa Incerta a vida que levo, n�o desminto nem o nego Como poderia ser assim t�o cego, imp�vido ou incr�dulo? Estas ferramentas que envergo cabe a mim dar lhes um bom fim E ent�o que seja assim, que seja assim Nesta batalha da vida perdi algumas rondas Passei algumas lombas, dias curtos, noites longas Vi cora��es partidos, amigos mal agradecidos Coment�rios fingidos, judas em varias tribos Julgas que n�o tenho ouvidos porque adorme�o os sentidos Porque adorme�o os sentidos? Pela dor dos que j� n�o est�o vivos � raro sair do est�dio, poucos s�o os que me v�em na rua Porque a m� vida acima de tudo, n�o avan�a, s� recua Atenua um futuro risonho, assassinato do sonho Do que sou n�o me envergonho Quando escrevo n�o pressuponho A minha maior vaidade foram os amigos que fiz O criar da minha raiz � tudo o que preciso para ser feliz Diz o que quiseres, o mal que puderes Mas lembra-te que vem o dobro de tudo aquilo que tu deres Vive com integridade, com paix�o e humildade Em pleno, sereno, como um p�r do sol ao fim de tarde

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