Da luz � escurid�o

Lyrics
[Verso 1: Virtus] L� ia o meu sentido Seis no meu caderno Amarravam nostalgias com fitas de cassete Auto-dependente ou pendente de um pouco De uma noite num balc�o at� a esperan�a dar o troco Feiti�o de tanto rap mas num modo mais contido Aprender o meu g�nero apreender um estilo Eis a forma como vejo a forma da idade Que cozinhava o crescimento em dose de ingenuidade Apanhava o expresso sem ticket para o r5gresso Num CD sem carimbo andar no cimo submerso L5tras sem saldo temas n�o davam um palco E a coragem agarrava-me o pesco�o fala-me mais alto [fala assalta alto?] e o skate vinha Tentativas davam voltas e voltas eram partidas Moinhos passaram para o ch�o e do�a um coto Cora��o n�o se expressava s� com foot work M�os � obra sob paisagem de vis�es pr�ticas O sol torrava timidamente as paredes p�lidas Poesia mudava de mera para outra mira E essas fadas viravam para fados por qualquer dia Cuidado com as companhias E o que era incerto deixava-me quieto E n�o queria tardes vazias For�as aud�veis aos n�veis mais fi�is Fome desses papeis momentos comest�veis Primeiros riscos eram notas de [apet�ncia?] Primeiro suspiro era o bufar de impaci�ncia Cr�ticas diretas na face sem t�ticas Pessoas fardadas de opini�es ap�ticas Chata a �nsia mordia a minha adolesc�ncia Tipo um primeiro bafo t�o longe da consequ�ncia Gosto em prosas compostas por um olfacto No mastigar dos anos sabia-me a auto-retrato [Refr�o: Mundo Segundo] N�o, eu n�o vivo do passado S� extraio a li��o O que � bom Passa demasiado r�pido Da luz � escurid�o [Verso 2: Virtus] Senti duas certezas juntas para o mesmo fim Por linhas sem dire��es Pautadas por tr�s quest�es Antes, agora e depois E deu-se a po��o certa Aten��o passa a tens�o ao que nunca te desperta Cadernos ficam gra�dos Definem atitudes Afinam outros assuntos que nunca tiveram grooves Proibidas elei��es Estou noutro piso, estou conciso Na boca de um rap onde j� cresceu o siso Trajetos mais concretos que levam duas vidas Universos e batidas, idas s�o infinitas Descidas s�o interditas ao sucesso pessoal Manic�mio de rimas num patrim�nio visual Fomento a decis�o com o fermento da cultura Enquanto os mal-entendidos fazem a minha sepultura Sigo em artigos definidos e reais Pontos finais para os que me pedem favores comerciais [Refr�o: Mundo Segundo] N�o, eu n�o vivo do passado S� extraio a li��o O que � bom Passa demasiado r�pido Da luz � escurid�o N�o, eu n�o vivo do passado S� extraio a li��o O que � bom Passa demasiado r�pido Da luz � escurid�o [Verso 3: Mundo Segundo] Entre espinhos e rosas Recorda��es s�o preciosas E amizades graciosas em fases mais melindrosas Noites chuvosas Pano de fundo Mundo e suas prosas Cultivo a paz de esp�rito nas mentes mais ansiosas Companhia no quarto ou na sala vazia Alegria quando est�s em baixo na sombra da melancolia 32 anos de hist�ria Conhe�o a derrota e a vit�ria Nossa liga��o � not�ria e desfruto-a com euforia Como seria sem sonhos na pr�tica? Provavelmente o mesmo oper�rio 8 horas fechado naquela f�brica N�o conhecia de l�s a l�s o pa�s onde estou E provavelmente s� seria metade do homem que hoje sou Muitas vezes levei pancadas e portas foram fechadas Festas boicotadas mas nada deteve o poder das palavras Sem cair no rid�culo Trabalho o dobro e o triplo Estou � parte das m�s l�nguas e do seu vicioso ciclo Tinha um v�nculo vital�cio com a cultura em quest�o Dei mais de metade da minha vida � poesia e � produ��o N�o vivo do passado S� extraio a li��o O que � bom Passa demasiado r�pido Da luz � escurid�o [Refr�o: Mundo Segundo] N�o, eu n�o vivo do passado S� extraio a li��o O que � bom Passa demasiado r�pido Da luz � escurid�o N�o, eu n�o vivo do passado S� extraio a li��o O que � bom Passa demasiado r�pido Da luz � escurid�o
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Credits
- Writers
- Johnny Virtus
- Mundo Segundo