Conto Bafiento

Lyrics
[Intro: Excerto do poema "H� Metaf�sica Bastante em N�o Pensar em Nada", de Alberto Caeiro] Isto � talvez rid�culo aos ouvidos De quem por n�o saber o que � olhar para as coisas N�o compreende quem fala delas Com o modo de falar que reparar para elas ensina [Verso 1: Mundo Segundo] Que o Sol se levante sem um triste semblante O mal corto como um diamante, nunca relutante E jamais cintilante de vaidade reluzente Sinto a dor de um caminhante sobre cinza incandescente (Enquanto) O �dio propaga nas ruas onde o pecado mora (No peito) A saudade aperta como a dor de quem partiu para fora (E) O sofrimento � similar ao de uma m�e que chora (Quando) Ora por um filho que parte fora da sua hora Nunca cabisbaixo nestes versos que encaixo Jamais me rebaixo, facho leva ordem de despacho (Sou) Resiliente como o sol nascente, eu volto sempre Mais um dia nesta luta de labuta permanente Permane�o num endere�o onde o amor n�o tem pre�o Onde o apre�o te acalma se tens a alma do avesso Recebo o dobro do que ofere�o, o que ofere�o � genu�no � o destino de um peregrino at� o badalar do sino [Verso 2: Bezegol] Tem calma, querem mais um disc�pulo, n�o lhes dou cap�tulo Sou mais baixo que um pe�o neste xadrez pol�tico Desperto nesta situa��o, eu ando sempre aflito Pois qualquer falta de aten��o o resultado � cr�tico Tenho de manter a cabe�a fria, lutar mais um dia Dar um conforto � Maria, apoio � minha cria Levantar, cair, faz parte da minha sina Continuar e persistir faz parte da minha rima [Refr�o: Bezegol] Eu queria comprar um bocado do tempo S� para voltar atr�s, desviar o lamento Mudar o argumento deste conto Bafiento Eu queria comprar um bocado do tempo [Verso 3: Bezegol] Neste jogo sou s� mais um player que se fez � vida Tentar soldar as contas com rimas numa batida N�o veio f�cil, mas foi uma rota definida N�o havia GPS, ent�o foi � deriva Sempre com fumo no meu peito, humildade e respeito Quando o trabalho � ganho, o trabalho � para ser bem feito Representando o que ficou atr�s de mim Levo arrependimentos pois a vida � mesmo assim Podia desviar mas n�o sabia de antem�o O conforto que seria n�o resistir � tenta��o Mas n�o, preferi sentir o sabor da verdade E agora vivo entre a loucura e a sanidade [Verso 4: Mundo Segundo] Eu jamais demagogo, sou mais pedagogo O meu velho � como novo, tenho estima pelo jogo Estamos inconformados e a postos nos postos A puxar ferro com o peso dos impostos que nos s�o impostos Estamos a contar trocos e n�o a contar gostos Ricos que roubam pobres, n�o h� Robin dos bosques Estamos a gastar cobres, estamos a gastar votos Tanta areia para os olhos, o povo � que sofre Vistos como piratas, vimos pilhar o tesouro Antes que os magnatas venham arrancar o couro Eu nasci num ber�o d'ouro, s� colch�o de palha E n�o conhe�o o fio d'ouro, s� o da navalha N�o arquiteto, mas com mais um projeto na calha Homem maduro e adulto n�o se d� com canalha N�o h� Deus que valha quando � o sistema que falha Estamos rodeados por escumalha [Refr�o: Bezegol] Eu queria comprar um bocado do tempo S� para voltar atr�s, desviar o lamento Mudar o argumento deste conto Bafiento Eu queria comprar um bocado do tempo! Eu queria comprar um bocado do tempo S� para voltar atr�s, desviar o lamento Mudar o argumento deste conto Bafiento Eu queria comprar um bocado do tempo! [Outro: Bezegol] Quebrar este sentimento de ir num barco � vela sem vento Dobrar o cabo do tormento, sair deste modo cinzento Mudar todo o andamento deste governo nojento N�o importa quem t� l� dentro todos no conto bafiento Eu queria comprar, queria queria s� para voltar atr�s S� para voltar atr�s, mudar o argumento (Deste conto Bafiento) Eu queria comprar um bocado do tempo
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Credits
- Writers
- Mundo Segundo
- Bezegol