Abençoados

Album cover art for "Abençoados" by Mundo Segundo & ZERO The Bruv & Alado

Mundo Segundo & ZERO The Bruv & Alado - Rap, Portugal

Abençoados

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[Verso 1: Zero] Parei um tempo para pensar Realcei um motivo Fotografia diária retrata sempre este ar vivo Horizonte distinto é o pano de fundo Correm lágrimas de tinta deixam marcas neste mundo Sacrifício por vezes deixa-me um pouco irritado Espalho a semente no campo em busca do resultado Acendalha inflamada queima as vozes de raiva Troco um caderno contigo só tens de baixar essa naifa Junta os pedaços, confia Magistral companhia Alcoolizando a sensação como a fruta na sangria Esterilizando contra boicotes de fases maradas Situações mal amadas podem ser retocadas Projeção de afinidade com o trabalho suado A visão eleva a obra do projeto estruturado Arquiteto sobre sonhos possíveis de realizar Abre fogo ao egoísmo rende apenas partilhar [Refrão: Mundo Segundo] Da cidade de ouro ao arco da porta nova Desde sempre muito antes de ser moda Abençoados contra quem pragas roga Inconformados aqui ninguém se acomoda Da cidade de ouro ao arco da porta nova Desde sempre muito antes de ser moda Abençoados contra quem pragas roga Inconformados aqui ninguém se acomoda [Verso 2: Alado] Sou prisioneiro uma alma vazia em movimento Não existe batimento nem sombra de qualquer sentimento Sou um puzzle onde não vês qualquer imagem A falta de takes fechados faz de mim uma curta-metragem Sou cinema onde a película não vive em ti A nota em tempo certo na melodia escrevi A cidade abre portas enquanto uma névoa dourada Brilho nos olhos seja qual for a miragem ovacionada Pôr escudos em palavras onde bate conformismo Química traz a poção, uma folha de eufemismo Que paira e grava mecanismo encoberto Memórias são incertas não possuímos peso certo Desperto pelo verso pelo medo sufocado A forca deu o laço na guilhotina torturado O desejo fica longe em terreno sempre incerto Ainda está longe mas hoje sinto-me um pouco mais perto [Refrão: Mundo Segundo] Da cidade de ouro ao arco da porta nova Desde sempre muito antes de ser moda Abençoados contra quem pragas roga Inconformados aqui ninguém se acomoda Da cidade de ouro ao arco da porta nova Desde sempre muito antes de ser moda Abençoados contra quem pragas roga Inconformados aqui ninguém se acomoda [Verso 3: Mundo Segundo] Mundo Segundo piso dois Nunca deixei para amanhã aquilo que posso fazer hoje Sem papas na língua A minha gente é de uma diferente ginga Numa sociedade onde a integridade minga Se vives encarcerado no sonho americano Acorda mano Em pleno sol lusitano 2010 é o ano Volto obeso com mais peso, coeso mais maduro Posso dar-te umas luzes mas não prever o teu futuro Ciência incomparável alimento o insaciável Viabilizo o inviável antecipo o inadiável Estendo a mão a quem posso mesmo sem um tostão no bolso Outros têm o triplo e fazem olho grosso Moço ganha juízo não tens o que é preciso Valores e princípios só aumentas o prejuízo Estrelas só no céu que hoje se encontra nublado Aparência e aparato é algo que nos passa ao lado [Refrão: Mundo Segundo] Da cidade de ouro ao arco da porta nova Desde sempre muito antes de ser moda Abençoados contra quem pragas roga Inconformados aqui ninguém se acomoda Da cidade de ouro ao arco da porta nova Desde sempre muito antes de ser moda Abençoados contra quem pragas roga Inconformados aqui ninguém se acomoda

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  • ZERO The Bruv
  • Alado
  • Mundo Segundo