Literatura e Poesia Marginal com Miatã

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Miatã - Rap, Brasil

Literatura e Poesia Marginal com Miatã

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Chuva fria Chão molhado e casa vazia Pensamentos voam, enquanto o sol nasce e lumia Fumaça ganha espaço nessa cidade cinza Na mão, dança a caneta já quinta Que acaba a tinta, tentando escrever Aquilo dito indizível, incrível Realmente não acho palavra cabível E o ser que se cansa e uma busca incerta de um paraíso Réus Pra isso até os prédios arranham os céus Ser narciso, eu friso a falta de amor O sangue: o grafite único, contraste de cor Até as nuvens que dali brancas como algodão, ficam cinzas Com as fuligem das usinas de carvão O mar sangra, enquanto perfuram a terra A américa é um mundo todo de veias abertas Terra deserta, viagem incerta, habitat insano Não é Mad Max não, primo, bem-vindo ao centro urbano Tá foda Jurei escrever uma canção de amor Mas a amo tanto, que em pranto canto sua dor Corações movidos a gasolina e o transgênico é tanto Que até os bebês já vem com selo da Monsanto Salve Amaranto, flor das revoluções Eu planto a planta que devora corporações Nações em crise Mal do homem O auto-consome esquisito Teu fone não abafa o grito da fome Mosquitos morrem e nem por isso eu vou entrar Prefiro perder meu sangue a deixar de respirar Já disse: eu não vou voltar pro pólo da guerra Não ferra Eu fiz essa música pra Mãe Terra

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