A Minha Amada

Album cover art for "A Minha Amada" by Mão Morta

Mão Morta - Rock, Em Português

A Minha Amada

2 Plays

Duration: 11:04

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Lyrics

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Acordo com o doce rosto da minha amada a olhar para mim Ao v�-la, sinto umat�ogrande felicidade apercorrer-me o corpo Que fico tr�mulo, incr�dulo Seguro-lhea cabe�a entre as m�os, depois num acesso de ternura, puxo-a para mim, para a abra�ar Quero apert�-la, senti-la, sentir-lhe o corpo, o calor do seu corpo quente Quero cheirar-lhe os cabelos que se entrela�am na minha cara Pegar nas suas m�os "H� tanto tempo...", digo-lhe "H� tanto tempo! Deixa-me abra�ar-te, sentir-te, saborear a felicidade deste momento. Eu podia ficar assim, aqui contigo, para sempre!" Ela junta o seu rosto ao meu, beija-me levemente os l�bios Eu beijo-lhe os l�bios, a pele macia do rosto, o pesco�o Quero apert�-la mais ainda, fundi-la em mim Julguei que nunca mais a veria, que nunca mais lhe iria tocar Solto um suspiro profundo, de al�vio, de nirvana O meu amor voltou! "Tive tantas saudades tuas!", digo-lhe "Nem sei como consegui sobreviver! Mas n�o interessa. O que importa agora � o momento presente, a felicidade de estar aqui, de te ter entre os bra�os, de te apertar e cheirar e beijar. De te amar" E suspiro uma vez mais, sem palavras, sem desejos Apenas embalado pelo intenso bem-estar que me toma e que n�o quero desperdi�ar Mesmo a morte me parece j� algo de agrad�vel, de delicioso Morrer nos seus bra�os, bafejado pelo seu amor... Poder� haver maior ventura? Os seus longos beijos humentes excitam-me Acaricio-lhe a pele, as costas, os seios Quero mord�-la, lamb�-la, tocar-lhe Quase sem darmos conta, desfazemo-nos da roupa que nos cobre o corpo e mergulhamos na sua explora��o A l�ngua, servindo de guia pelos acres sabores das suas partes mais �ntimas O prazer como bandeira redentora "Meu amor...", digo-lhe "Penetra-me...", diz-me ela com a voz rouca de desejo, "Trespassa-me com for�a!" E puxa-me o sexo para a sua vagina h�mida, calorosamente h�mida e s�frega Mal a penetro, sinto os m�sculos vaginais a apertarem-me o membro, impedindo-lhe os movimentos E a glande a ser sugada por contra��es desconhecidas, como de uma garganta sufocada N�o me lembro de antes alguma vez isto ter acontecido, mas � demasiado bom Sinto o sugar dos flu�dos num crescendo incontrol�vel e o sexo Desmedidamente inflamado, a rugir pelo rebentamento E quando, finalmente, se d� o orgasmo, � como um grito de liberta��o Uma explos�o de todas as tens�es acumuladas Que me deixa prostrado e inane de for�as e quereres Semiabro os olhos para sorrir � minha amada e ver-lhe a beleza do rosto afogueado Mas, numa desfragmenta��o repentina, ela surge-me com a forma de um extraterrestre, como inseto gigante, de enorme e medonha cabe�a Dou um salto para tr�s, surpreendido e assustado "O que � isto?", digo "Quem �s tu?" O inseto agarra-me e segura-me com as suas longas patas dianteiras Depois, aproxima as mand�bulas do meu corpo e recolhe as poucas gotas de esperma que ainda luzem no prep�cio Apesar da minha resist�ncia, abocanha-me o sexo e chupa-o Tento fugir, mas as suas patas seguram-me firmemente Dou-lhe murros na cabe�a enquanto grito: "Larga! Deixa-me! Que nojo! Burc!" Sinto-me, verdadeiramente, enojado com aquele bicho de horr�vel cabe�a mergulhada entre as minhas pernas Vulner�vel, na minha nudez, quero sair dali, fugir Mas n�o consigo O inseto ergue-me no ar, passa-me a longa e asquerosa l�ngua pelo todo corpo Penetra-me o �nus, as narinas, a boca... Estou cada vez mais enojado Sinto as entranhas a revolverem-se dentro de mim e, num s�bito espasmo, solto um jato de v�mito sobre o monstro Este, surpreso, engole todo aquele l�quido f�tido com voraz apetite e morde-me o ventre, como que insatisfeito, na busca de mais alimento O sangue come�a a correr-me pela pele, pernas abaixo O monstro, encantado, lambe-o e morde mais No peito, nos bra�os, nas costas... � estranho, mas n�o sinto dores � como se estivesse imune � dor f�sica Apenas vejo as mand�bulas a arrancarem-me peda�os de carne E o sangue a correr e a borbulhar em golfejos regulares J� nem for�as tenho para resistir De repente, como se me encontrasse fora de mim, a olhar para tudo a partir do exterior Observo o inseto a decepar-me a cabe�a e esta a rolar pelo ch�o como uma bola at� desaparecer de vista Acho que foi o meu fim Que foi assim que morri Mas n�o tenho a certeza Pareceu-me, ainda, ouvir a minha amada dizer: "Amo-te" Mas pode ter sido uma alucina��o...

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