Apologia Ao Jumento (O Jumento É Nosso Irmão)

Luiz Gonzaga - Pop, Brasil
Apologia Ao Jumento (O Jumento É Nosso Irmão)
0 Plays
Duration: 5:37
Lyrics
[Letra de "Apologia Ao Jumento (O Jumento � Nosso Irm�o)"] [Intro] � verdade, meu senhor Essa hist�ria do sert�o Padre Vieira falou Que o jumento � nosso irm�o (�o, �o, �o, �o, �o, �o) [Verso] O jumento � nosso irm�o Quer queira ou quer n�o O jumento sempre foi O maior desenvolvimentista do sert�o Ajudou o homem na lida di�ria Ajudou o homem Ajudou o Brasil a se desenvolver Arrastou lenha Madeira, pedra, cal, cimento, tijolo, telha Fez a�ude, estrada de rodagem Carregou �gua pra casa do homem Fez a feira e serviu de montaria O jumento � nosso irm�o E o homem, em retribui��o O que � que lhe d�? Castigo, pancada, pau nas pernas, pau no lombo Pau no pesco�o, pau na cara, nas orelhas Ah, jumento � bom, o homem � mau E quando o pobre n�o aguenta mais o peso De uma carga, e se deita no ch�o Voc� pensa que o homem chega, ajuda O bichinho se levantar? Hum, pois sim! Faz � um foguinho debaixo do rabo dele O jumento � bom O jumento � sagrado O homem � mau O homem s� presta pra botar apelido no jumento O pobrezinho tem apelido que n�o acaba mais Babau, Gang�o, Breguesso, Fofarkich�o Imagem do C�o, Musgueiro, Corneteiro, Seresteiro Sineiro, Rel�gio... �, ele d� a hora certa no sert�o Tudo isso � apelido que o Jumento tem Astronauta, Professor, Estudante Advogado das Bestas � chamado de Estudante Porque quando o estudante n�o sabe a li��o da escola O professor grita logo Voc� n�o sabe porque voc� � um jumento E o estudante, pra se vingar Botou o apelido no jumento de professor Porque o professor ensina a ler de gra�a, pois sim Quem ensina a ler de gra�a � o jumento, meu filho � assim A! E! I! O! U! U! Ypsilone, ypsilone Ypsilone, ypsilone Ypsilone, ypsilone S� n�o aprende a ler quem n�o quer Esse � o jumento, nosso irm�o Animal sagrado Serviu de transporte de Nosso Senhor Quando ele ia para o Egito Quando Nosso Senhor era pirritotinho Todo jumento tem uma cruz nas costas, num tem? Pode olhar que tem Todo jumento tem uma cruz nas costas Foi ali que o menino santo fez um pipizinho Por isso ele � chamado de sagrado Ha, ha, jumento meu irm�o O maior amigo do sert�o Ele � cheio de presepada, sim senhor Uma vez ele me fez uma, menino Que eu n�o me esqueci mais Quando d� as primeira chuva no sert�o A gente planta logo um milhozinho No monturo da casa da gente Porque d� ligeiro e � milho doce D� ligeirinho, ligeirinho O jumento cismou de ser meu s�cio Eu disse: Eu pego ele! Quando ele invadiu minha ro�a, r�! Eu preparei uma armadilha, cheguei perto dele e disse: Comendo meu milho, hem? Vou lhe pegar! Ele balan�ou a cabe�a, ligou as atenas Troceu o rabo, troceu, troceu, troceu Deu corda e disparou Deu um pulo t�o danado na cerca Que nem triscou na minha armadilha Correu uns 10 metros, fez meia volta Olhou pra mim e me gozou Seu Luiz! Seu Luiz! Comi seu milho! E como! E como! E como! E como! Filho da peste! Comeu mesmo! Mas eu gosto dele Porque ele � servidorzinho que � danado! Animal sagrado! Jumento, meu irm�o, eu reconhe�o teu valor! Tu �s um patriota! Tu �s um grande brasileiro! Eu t� aqui, jumento, pra reconhecer o teu valor, meu irm�o [Sa�da] Agora, meu patriota Em nome do meu sert�o Acompanhe o seu vig�rio Nesta terna gratid�o Aceita a nossa homenagem � jumento, nosso irm�o (�o, �o, �o, �o, �o, �o) Segura o jegue, nego mole!
Rate this song
0/5.0 - 0 Ratings
Loading comments...
Credits
- Writers
- Luiz Gonzaga
- José Clementino