Tabocas

Lyrics
[Verso 1: Gaspar] Tabocas Aqui periferia é sobreviver na guerrilha Pra quem vive a vida e nunca se intimida, não Não sou a morte, chega, chega de armas E de meter marra, e de meter marra Isso causa espanto, diga quem passa um pano Visão dos manos, pois quem cagueta é ganso Eu quero é mais, você é pilantra, rapaz Sou a favor da paz, por isso fico longe disso A favela é lá pra baixo, por ali só tem barraco Todos sobreviventes, da criançada ao viciado Se quer cachaça pra beber, aqui tem Se quer uma erva pra fumar, tem também, é Uma pá de tiazinha segurando a onda O orgulho amassa e joga fora (É responsa) Mas se quer pedra e cocaína, é como vinho, vem Armamento de primeira também tem (E de onde vem, e de onde vem?) Eu não sei (E de onde vem, e de onde vem?) Eu não sei Pra que serve a lei se ela não é pro povo? Pra que serve a lei se aqui vai voltar tudo de novo? E do passado que passou, passou E o que restou, somente sofrimento e dor E o amor nasce da simplicidade Jogue seu orgulho fora e use a humildade Saia da margem, vive plantado na base, sem personalidade Esperando a abordagem, o abate da trairagem Que ronda pela cidade trazendo a novidade Na maldade, malandragem Onde sua liberdade é trancada a sete chaves Por isso, prepare-se [Refrão] Sirene e toque de recolher, tem camburão na favela (E em seguida se ouviu um grito de guerra) Taboca humilde, mas é meu canto, é minha terra (E em seguida se ouviu um grito de guerra) Já vi um rei andar de quatro pra não morrer na viela (E em seguida se ouviu um grito de guerra) Periferias, quilombos, liberdade, aqui Zumbi inteira (E em seguida se ouviu um grito de guerra, guerra) [Verso 2: Gaspar] O mundo em ação dentro de um caldeirão Salve o quilombola com uma pistola e uma Uzi na mão, ladrão Tiram sua razão, seus sonhos, destroem sua vida Depois o jogam numa prisão sem muitas alternativas, mas não Não se entregue, não abrace, é viagem Somente você e nada mais tem o poder da liberdade No topo da serra haverá um abrigo Lá nos manteremos vivos, a salvos e protegidos Haverão mestres, profetas, malandros, fantasmas mágicos Sapos mentecaptos, salafrários e o diabos Mas não tenho obstáculos Eu sou poder e faço Condeno a mim mesmo, vá atrás de resultados Guerreiros com seus estilos jogados numa guerra sem fim Ó, seu homem, seu juiz, me diga o que fiz Sou cariri dali, daqui, dacolá, donde o mundão dá Nas periferias ou onde houver cultura popular Oyá, somos uma grande fusão Pra somar quando houver a revolução Implantam a delinquência, respondo com resistência Se somos um grande problema tipo Zumbi, é consciência Atormenta o elemento surpresa, o desespero do sistema O estrategista entra em cena com o povo, quero ver quem guenta Cabeça que acha que pensa é pior que cabeça que não pensa Pés no chão, muita calma nesse momento, paciência Favela em alerta, temos que estar unidos Veja quem sobe a viela, veja quem arruma o míssil Pior que um jogo de guerra Eliminando as fases, cheque ou mate Destruam as grades, mas preparem-se Preparem-se [Refrão] Sirene e toque de recolher, tem camburão na favela (E em seguida se ouviu um grito de guerra) Taboca humilde, mas é meu canto, é minha terra (E em seguida se ouviu um grito de guerra) Já vi um rei andar de quatro pra não morrer na viela (E em seguida se ouviu um grito de guerra) Periferias, quilombos, liberdade, aqui Zumbi inteira (E em seguida se ouviu um grito de guerra) [Verso 3] Mãe periferia, Quilombo foi um grande guerreiro do passado Se hoje há favelas, é porque o sistema escravocrata hereditário já insistia na miséria Do alto da serra se ouvia o grito de guerra "Viva a liberdade", diziam todos, viva a liberdade Toda aldeia, toda quebrada estava ao mares Viva a liberdade, sou Canindé Não admito sua apoderação Morro do Sabão versus Babilônia Zumbi versus alto escalão E assim diziam mouro, num futuro próximo Chegará a globalização "propanando" a união E a grande massa, nesse mundo confusão Continuará proclamando por libertação [Gancho] Meu grito de guerra bate de frente com o sistema Aqui a chapa esquenta, somos a resistência Meu grito de guerra alegra sua consciência Cabeça que acha que pensa é pior do que cabeça que não pensa Meu grito de guerra bate de frente com o sistema Aqui a chapa esquenta, somos a resistência Meu grito de guerra alegra sua consciência Cabeça que acha que pensa é pior do que cabeça que não pensa [Refrão] Sirene e toque de recolher, tem camburão na favela (E em seguida se ouviu um grito de guerra) Taboca humilde, mas é meu canto, é minha terra (E em seguida se ouviu um grito de guerra) Já vi um rei andar de quatro pra não morrer na viela (E em seguida se ouviu um grito de guerra) Periferias, quilombos, liberdade, aqui Zumbi inteira (E em seguida se ouviu um grito de guerra, guerra)
Rate this song
0/5.0 - 0 Ratings
Loading comments...
Credits
- Writers
- Rica Amabis
- Tejo Damasceno
- Gaspar Z’África