Mais Uma Estória

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GOG - Rap, Brasil

Mais Uma Estória

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[Verso 1: GOG] Mais uma est�ria ser� contada, GOG quem diz Sem garantia de final feliz Fazer o qu�? Acreditar em que, em quem? O sol nasce e a lua tamb�m S� a chuva n�o vem Sem sa�da, sem trabalho ,sem p�o A �nica op��o: rezar pra sobrar vagas no caminh�o Era dia de sorte e um sonho divertido Emprego pra ele, pra ela Escola pros quartoze filhos Mas nigu�m nem sabia pra onde ia Rio, S�o Paulo ou Bras�lia? E o Sudeste foi decidido Quando o mais novo contou do Santo Cristo Tr�s dias de viagem e nada de chegar O dinheiro? Pouco pra acabar E na chegada, a decp��o No momento, s� inscri��o Vaga s� de pi�o ou de chofer de furg�o Depois de rigorosa sele��o, brutal humilha��o Com o que sobrou, alugou na favela um barrac�o Dois meses pagou adiantado Temia o futuro reservado Analfabeto, primeiras palavras na sala de aula Se falhar lhe aguarda ansiosa uma jaula Cidade grande, casa grande e senzala O cheiro do preconceito exala Do jeito que o presidente conduz Norte, Nordeste, quem sair por �ltimo, apague a luz Sou revoltado, a burguesia faz jus Droga, pol�cia, rev�lver, sinal da cruz (sinal da cruz) [Refr�o] Nasce um homem pobre Seu destino � sofrer Nasce um homem pobre Seu destino � sofrer Nasce um homem pobre Seu destino � sofrer Nasce um homem pobre Seu destino � sofrer [Verso 2: GOG] Ei, bar�o, fa�a as contas, mutiplique por 1000 O sofrimento que voce viu no Central do Brasil, hein, ouviu? Pobreza na tela, Hollywood aplaudiu Na era do computador, internauta tem nome e endere�o Aqui moleque � perseguido pela fome desde o ber�o N�o se importou, traz o ter�o (o ter�o) O moleque saia, saia, n�o ouvia conselho S� ele e o espelho Faz tempo que n�o vejo Na �nsia de realizar seu desejo Vacilou na fita, hist�ria escrita Realidade cruel no dia de visita Um senhor chega no distrito pra depor A queixa contra o seu neto, o agressor Quebrou o barraco inteiro, "bang bang" Sangue do mesmo sangue dividido e � s� o inicio � bom come�ar a rezar Olhar pro lado, ver, sentir como o outro est�; eu sei, � dificil Um luxuoso edif�cio, uma cadeira de chefe: seu objetivo Mas se eu disser que n�o foi feita pra voc� Por melhor que voce fizer N�o acredita? Maldita praga capitalista Ter poder, estar, manter-se em primeiro lugar J� prevejo onde vai terminar � hora de acordar (� hora de acordar) [Refr�o] Nasce um homem pobre Seu destino � sofrer Nasce um homem pobre Seu destino � sofrer Nasce um homem pobre Seu destino � sofrer Nasce um homem pobre Seu destino � sofrer [Verso 3: GOG] Faz doze anos que seu Z� chegou Dois trampos: porteiro, cobrador Treze filhos na escola; o outro se formou Dona Maria, boa cozinheira Rainha do mocot� na feira Cria��o, pra ela, a melhor maneira Meio-dia, um alvoro�o Todos reunidos pro almo�o A ora��o, a devo��o Ali s�o refor�ados la�os de uni�o Aos presentes, diz sorrindo "Vai trazer uma irm�, um tio, um primo" (�) Meu povo continua resistindo ao destino tra�ado Tr�feu pra capit�o do mato Que bom seria se cessasse a covardia, mas n�o O Brasil completa 500 anos de explora��o Marcas profundas que irrigam o agreste, o sert�o Mil r�is, soldados, coron�is Padin, padre Ci�o, ilumine seu fi�is Eu sei, tem energia el�trica na ilha do Sarney � lei, mas no caminho, nas cidade vizinhas, luz s� de lamparina Saga cega nordestina Altas patentes desfrutando dos prazeres Apesar dos pesares, ser enterrado vivo n�o � novidade De fome, sede e cansa�o o moleque desmaia Norte e Nordeste, dois Brasis: o da pobreza e o das praias [Refr�o] Nasce um homem pobre Seu destino � sofrer Nasce um homem pobre Seu destino � sofrer Nasce um homem pobre Seu destino � sofrer Nasce um homem pobre Seu destino � sofrer

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