Linhas Tortas

Album cover art for "Linhas Tortas" by Gabriel O Pensador

Gabriel O Pensador - Rap, Brasil

Linhas Tortas

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Duration: 5:44

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Lyrics

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[Intro] Alguns �s vezes me tiram o sono, mas n�o me tiram o sonho Por isso eu amo e declamo, por isso eu canto e componho N�o sou o dono do mundo, mas sou um filho do dono Do verdadeiro patr�o, do verdadeiro patrono [Interl�dio] - E a�, Gabriel, desistiu do cach�? - Cancelei um trabalho a� pra n�o me aborrecer - Explica isso melhor, o que foi que voc� fez? - T� tudo bem, eu explico pra voc�s: [Verso 1] Tudo come�ou na aula de portugu�s Eu tinha uns cinco anos, ou talvez uns seis Comecei a escrever, aprendi a ortografia Depois as reda��es, para a nossa alegria Professora dava tema-livre, eu demorava Pra escolher um tema, mas depois eu viajava E nessas viagens, os personagens surgiam Pensavam, sentiam, choravam, sorriam A� a minha tia-av�, veja s� voc� Me deu de anivers�rio uma m�quina de escrever Eu me senti um baita jornalista, tch� Que nem a minha m�e, que trabalhava na TV Depois, j� aos quinze, mas com muita timidez Fiquei muito sem gra�a com o que a professora fez Ela pegou meu texto e leu pra turma inteira ouvir At� fiquei feliz, mas com vontade de fugir Ent�o eu descobri que j� nasci com esse problema Eu gosto de escrever, eu gosto de escrever, crer, ver Ver, crer, eu gosto de escrever e escrevo at� poema [Refr�o] Meu Pai, eu confesso, eu fa�o prosa e verso Na feira eu vendo livro, no show eu vendo ingresso Na loja eu vendo disco, j� vendi mais de um milh�o Se isso for um crime, quero ir logo pra pris�o [Verso 2] - Ih, pensador, isso � grave, hein! �, vov� dizia que eu j� escrevia bem Tentei me controlar, me ocupar com um esporte Surfe, futebol, mas n�o era o meu forte Um dia eu fiz uns raps e achei que tava bom Me batizei de Pensador e quis fazer um som Ficar famoso e rico nunca foi minha meta Minha m�e j� era isso, eu s� queria ser poeta Meu pai, um homem s�rio, um ga�cho de POA Formado em medicina, n�o podia acreditar Ao ver o seu garoto Gabriel Com um fone nos ouvidos viajando com a caneta no papel - O que c� t� fazendo? Vai dormir, moleque! - Ah, pai, pera�, eu s� t� fazendo um rap! Ningu�m sabia bem o que era, mas eu tava viciado naquilo E viciei uma galera! [Refr�o] Meu Pai, eu confesso, eu fa�o prosa e verso Na feira eu vendo livro, no show eu vendo ingresso Na loja eu vendo disco, j� vendi mais de um milh�o Se isso for um crime, quero ir logo pra pris�o [Verso 3] N�o t� vendendo crack, n�o t� vendendo p� N�o t� vendendo fumo, n�o t� vendendo cola Mas muitos me disseram que o que eu fa�o � viciante E vicia os estudantes quando eu entro nas escolas At� os professores �s vezes se contaminam Copiam minhas letras e textos e disseminam Sementes do que eu fa�o, j� n�o sei se � bom ou mau Mas sei que muito aluno come�a a fazer igual Escrevendo poemas, escrevendo reda��es Fazendo at� uns raps e umas apresenta��es Me lembro dos meus filhos, a saudade � cruel Solid�o me acompanha de hotel em hotel Casamento acabou, eu perdi na estrada O amor que ainda tenho � o amor da palavra � falar e cantar, despertar consci�ncias Dediquei a vida a isso e maior recompensa � servir de refer�ncia pra quem pensa parecido Pra quem tenta se expressar e nunca � ouvido � olhar pra minha frente e enxergar um mar de gente E mergulhar no fundo dos seus cora��es e mentes � esse o meu mergulho, n�o � o do Tio Patinhas � esse o meu orgulho, escrever as minhas linhas Eu escrevo em linhas tortas, inspirado por algu�m Que me deu uma miss�o que eu tento cumprir bem Escuto os cora��es, como um cardiologista Traduzo o que eles dizem como faz qualquer artista Que ganha o seu cach�, que � fruto do trabalho De cigarra e de formiga, e eu n�o sei o quanto eu valho Mas eu sei que quando eu ganho, divido e multiplico E quanto mais eu vou dividindo, mais fico rico Rico da riqueza verdadeira que � de gra�a Como um s� sorriso que ilumina toda a pra�a Sorriso emocionado de um senhor experiente Em p� h� duas horas debaixo do sol quente Ouvindo os meus poemas em total sintonia Eu sou ele amanh�, e hoje � s� poesia [Refr�o] Meu Pai, eu confesso, eu fa�o prosa e verso Na feira eu vendo livro, no show eu vendo ingresso Na loja eu vendo disco, j� vendi mais de um milh�o Se isso for um crime, quero ir logo pra pris�o [Outro] - Hei, hei, parado voc� a� - Quem? Eu? - �, voc� mesmo. Vai pra onde? - Vou trabalhar - O que que � isso a�? � droga? - N�o, mas faz quem usa viajar - � o que? Arma? - N�o, mas faz quem usa ser mais forte - Que que c� vai fazer com isso? - Eu vendo isso pra quem tem o poder de compra dos que n�o podem comprar. E ajudo a aplicar no povo, explico o modo de usar. Eu vendo livros, cara - � um bom neg�cio? - Honesto e bom, pode crer. E a melhor parte � poder entregar sabendo que algu�m vai ler. Tem gente que escreve por ego ou s� pra fazer firula. O meu texto � simples, sincero, � tinta que sai da m�dula. Eu chuto as palavras pra fora e elas que vem me buscar num jogo de bola e g�ndula - �h, entendi. Quanto �? V� um a�. V� um desse a� - � 35

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Credits

Writers
  • André Gomes
  • Gabriel O Pensador