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Album cover art for "Matéria" by GÁBE

GÁBE - Rap, Brasil

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O que a gente criou ainda � pouco pra mim T�o distante e a for�a diz tanto, me espanto com o pranto ao te ouvir cada instante sozin E se a linha de chegada for perto do fim? O deserto se torna inerte, desperte o esperto que ainda cede certo ao que eu vim E eu ainda sinto sede, brindo Pelo que n�o intercede a parede que vindo nos prende aqui O mundo distorce o lindo, unindo a gente A tudo que separa a gente daqui Procuro paz, sou puro paz E aqui jaz o escuro mas ele n�o n�o pede, faz Mas pede mais, e cede, vais Ele traz pro outro lado do muro eu quero mais Quero viver a inst�ncia Me ver na dist�ncia sem a �nsia de me perder Arrog�ncia se cr� na demanda Me manda e desanda se eu fosse encontrar voc� Cada proj�til de dor, na alma � f�sica Eu sinto que minto ao falar de amor Mas sigo rindo, uma f� t�sica E a tosse s�nica vindo e sumindo como a anterior E � muito pouco pra mim ainda Te via linda, e ainda ria pra voc� Me fazia perceber que a merc� eu n�o tinha uma segunda vinda E ainda ria pra voc�!? Segue a p� e n�o se corta, se cansa E a vida mansa, ta morta junto com a minha f� E eu sigo at� fechar a porta, esperan�a morta Meter o p� contra tudo que eu deixei de heran�a Uma press�o sentir essa dor Um pouco do troco, o sufoco, que me tirou do po�o e aos poucos me botou no topo Essa mat�ria que vive em mim Uma arma em forma de plataforma que na reforma veio como norma e me tirou do carma Essa mat�ria que me criou, e guiou por um caminho sem fim, por uma estrada sem luz E eu carreguei muito mais de uma cruz, por ser assim, por ver essa mat�ria em mim Eu vejo a escurid�o nos olhos de um poeta At� mesmo nos mais rom�nticos, nos mais alegres � o despertar da noite, do cinza, a liberdade escondida nas mazelas da vida O luxo escondido nos becos mais pobres, mais podres Um mundo sem leis, sem leais S� le�es que mordem como feras e riem como hienas Destroem o corpo e a alma Transformam a morte em calma Transformam o caos em novas dan�as A beleza da felicidade em monstros enjaulados dentro de n�s mesmos Transformam sentimento em mat�ria Uma press�o sentir essa dor Um pouco do troco, o sufoco, que me tirou do po�o e aos poucos me botou no topo Essa mat�ria que vive em mim Uma arma em forma de plataforma que na reforma veio como norma e me tirou do carma Essa mat�ria que me criou, e guiou por um caminho sem fim, por uma estrada sem luz E eu carreguei muito mais de uma cruz, por ser assim, por ver essa mat�ria em mim

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