Nossos Tempos

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Valete - Rap, Hip-Hop Tuga

Nossos Tempos

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[Letra de "Nossos tempos"] [Verso 1 - Valete] Abro o meu olho de rep�rter e logo analiso por dentro Comportamentos destas gentes nestes nossos tempos Gera��o humana, mano, em forma de esbo�o Felicidade, eles dizem que depende do volume do teu bolso A� tenho que me insurgir, abrir a boca, reagir Sou daqueles que nem t�m bolso, mas que anda sempre a sorrir Eu sei que s� os volumosos � que v�em portas a abrir E s�o bolsos volumosos que fazem mulheres mugir Em tempos prostitui��o era sobreviver Hoje as f�meas v�em os p�nis como um meio de enriquecer Aviso-te que, sem poder, n�o vais foder nenhuma garina Amor j� n�o existe nem entre o p�nis e a vagina Em cada esquina vejo que o maior clube de f�s, � da hero�na H� anos que est� no top de vendas e h� anos que � multi-platina Pol�cia faz a faxina, mas nunca v� nada de mais Traficantes andam nas ruas tranquilos, sem olhar para tr�s Amigos de hoje n�o se abra�am, concentram olhares Confian�a? N�o, preferem contratos bilaterais N�o durmas, porque quando acordares n�o saber�s onde est�s Em breve seremos minoria, somos heterossexuais Esta verdade sagaz, eu dou-te em fotografias reais Filhos de afro-emigrantes conhecem �frica pelos telejornais Euro-negros segregados, j� nascidos estereotipados Tamb�m conhecem outras �fricas � margem das cidades [Refr�o - Valete] Fotografias das ruas est�o na caneta destes poetas Enquanto tu vives �s cegas, levas e nem protestas Este � o puzzle dos nossos tempos, os versos s�o as pe�as S� mentes altas, abertas conseguem ver coisas destas A verdade refundida est� na boca desses profetas Enquanto tu viveres �s cegas, levas e nem contestas Este � o piano dos nossos dias, as frases s�o as teclas S� mentes altas, despertas conseguem ver coisas dessas [Verso 2 - Valete] Sem cautela, olhos lanterna de sentinela Para fazer esta reportagem, eu s� preciso de uma janela Mais balelas, mais religi�es, mais cren�as Multinacional catolicista est� a dois passos da fal�ncia D�-se a senten�a aos criminosos, mas n�o lhes tiram do crime E � nas pris�es a que eles garantem o diploma do crime C� fora a busca do prazer faz-me ouvir estranhos relatos Mulheres brancas racistas agora s� fazem filhos mulatos Aos que chamas intelectuais, eu chamo malabaristas do plagiato Os verdadeiros g�nios s� podes ver em retratos Isto � gera��o X, c�rebros cheios de lacunas e falhas Jovens rolam prim�rias, at� escolas universit�rias V�o fazendo exames Quebrando recordes do Guinness em gralhas N�o levam manuais para a escola, levam blocos de mortalhas A TV que educa esses putos com Stallone e pornografia Eles j� n�o querem Toys "R" Us, querem casa vazia Vejo o meu povo em euforia, arriscando vidas por uma orgia HIV � o que todos temem Mas � o que toda a gente desafia O forte das massas � a ignor�ncia Por isso, eu n�o sigo a maioria Ignor�ncia branca, rapa o cabelo todo o dia Muitas gargantas s�o Davids, at� verem Golias Como esses machistas de caf� que em casa mijam sentados na pia Antes o que era bom valia, hoje o que � bom � ironia Editoras n�o querem maquetas, elas querem a tua fotografia [Refr�o - Valete] Fotografias das ruas est�o na caneta destes poetas Enquanto tu vives �s cegas, levas e nem protestas Este � o puzzle dos nossos tempos, os versos s�o as pe�as S� mentes altas abertas, conseguem ver coisas destas A verdade refundida est� na boca desses profetas Enquanto tu viveres �s cegas, levas e nem contestas Este � o piano dos nossos dias, as frases s�o as teclas S� mentes altas despertas conseguem ver coisas dessas

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