Trepadeira

Album cover art for "Trepadeira" by Emicida & Wilson das Neves

Emicida & Wilson das Neves - Rap, Em Português

Trepadeira

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Duration: 4:43

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Lyrics

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[Intro] Ô Rafa, pega aquele violão lá Isso, isso memo, assim que é Ae Café, ae Julio César Chega naquela percussão, daquele jeitinho memo, certo? Que eu vou contar aquela história pra vocês Seu Wilson, vem no groove, vem no groove [Verso 1: Emicida] Margarida era rosa, bela Cheirosa e grampola, tipo casa das camélia Gostosa, bromélia, toda prosa A me enlouquecer, bela tipo um ipê, frondosa É um lírio, causa delírios, mire-a Vício é vigiar, chique como orquídea (aah) Cabelos como samambaia e xaxim, flô Perto dela, as outras são capim, pô Girassol, Violeta, beleza violenta Passou aqui como se o mundo gritasse "arrasa bi!" Flor de laranjeira ou primavera inteira São fores e mais flores, todas as cores da feira, irmão (Ô... essa nega é trepadeira, hein) Minha tulipa? A fama dela na favela enquanto eu dava uma ripa Tru, azeda o caruru E os manos me falava que essa mina dava mais do que chuchu (Eita nóis, aí é problema, hein? Cê é loco) [Refrão: Wilson das Neves] Você era o cravo, ela era a rosa E cá entre nós: gatinha Quem não fica bravo dando sol e água E vendo brotar erva daninha? Chamei de banquete, era fim de feira Estendi tapete, mas ela é rueira Dei todo amor, tratei como flor Mas, no fim, era uma trepadeira [Interlúdio: Emicida] Mamãe olhou e me disse: "Isso ai é igual trevo de 3 folha Quer comer, come... mas não dá sorte" Vai, brinca com a sorte [Verso 2: Emicida] Bem me quer, mal me quer Ó, nosso amor perfeito amargou Tipo um jiló, Maria sem vergonha Eu, burro, chamei de trevo de 4 folha E o love enraizou, fundo Mas você não dá Ou melhor: dá, mas pra tudo mundo Eu quis te ver no jasmim, firmeza No altar, preza, branquinho Olha, magnólia, beleza Vitória-régia, brincos de princesa Azaleia pura, Madre Teresa Mas não, cê me quis salgueiro chorão Costela de Adão, raspou os cabelo de Sansão E tu vem, meu coração parte E grita assim: "Arrasa bis-cate!" Merece era uma surra de espada de São Jorge (É!) Um chá de "comigo ninguém pode" (É, eu vou botar seu nome na macumba, viu? Se segura) [Refrão: Wilson das Neves] Você era o cravo, ela era a rosa E cá entre nós: gatinha Quem não fica bravo dando sol e água E vendo brotar erva daninha? Chamei de banquete, era fim de feira Estendi tapete, mas ela é rueira Dei todo amor, tratei como flor Mas, no fim, era uma trepadeira [Saída: Emicida e Wilson das Neves] — Tás vendo aí, parceiro? — O quê? — Fui dar assunto, aí, virou bagunça — Hahahahaha — Me esculachou, ô sorte — Ihhhhh, que sorte, hein? — Também agora sai fora, xô xô — Vai embora, pó' descer a ladeira — Xô, xô — Sai, sai, sai andando... não merecia nem esse rap Ficar gastando tinta com isso aí? Tá loco! — Mas que era bom, era — É verdade (Risadas) [Outro: Emicida, Elisa Lucinda, Ambos] Vou tirar onda Peguei no rabo da palavra e fui com ela Peguei na cauda da estrela dela A palavra abre portas, cê tem noção? É por isso que educação, você sabe: é a palavra-chave É como um homem nu todo vestido por dentro É como um soldado da paz, armado de pensamentos É como uma saída, um portal, um instrumento No tapete da palavra chego rápido Falado, proferido, na velocidade do vento Escute meus argumentos São palavras de ouro, mas são palavras de rua Fique atento! Tendo um cabelo tão bom, cheio de cacho em movimento Cheio de armação, emaranhado, crespura e bom comportamento Grito bem alto, sim: qual foi o idiota que concluiu que meu cabelo é ruim? Qual foi o otário equivocado que decidiu estar errado o meu cabelo enrolado? Ruim pra quê?, ruim pra quem? Infeliz do povo que não sabe de onde vem Pequeno é o povo que não se ama O povo que tem na grandeza da mistura: O preto, o índio, o branco A farra das culturas Pobre do povo que sem estrutura Acaba crendo na loucura de ter que ser outro pra ser alguém Não vem que não tem Com a palavra eu bato, não apanho Escuta essa, neném: sou milionário do sonho

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  • Emicida