Anos 90

Album cover art for "Anos 90" by Dillaz

Dillaz - Rap, Em Português

Anos 90

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Duration: 2:56

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Lyrics

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[Verso 1] Boa m�sica eram aqueles tempos Gatos pingados todos arranhados na terra do vento Num campo virado pa a serra a sentir o relento Ou a descer uma ganda ravina em quatro rolamentos Em aldeias n�o h� caras diferentes Toda a gente se conhece se n�o moras l�, tu tens l� parentes No meio dessas pessoas sempre as pus impacientes Eu vim de uma fam�lia grande Eu sempre tive as costas quentes L� tou eu, anos 90, a vida � bela No alcatr�o descal�o e de cabelo � tigela Traquina com mais uns quantos em bikes fatelas Ansioso e al�m da m�o no bolso alguns 50 guelas Velas eram acesas em alturas de apag�o Dava-me jeito eu adorava um apalp�o Aproveitava a deixa pra inventar uma � press�o (ah ah puto assanhado tira l� da� a m�o) Mas tudo sem maldi��o Tempos que s� a saudade alimenta E antes de dar com a testa na �gua benta Como projecto aprovado a minha m�e fez-me em 90 E ent�o fui pa uma terra onde se fez luz s� em 70 Meu querido Zambujeiro S�tio que no tempo t� parado E como bruxas h� l� velhas cuscas como em todo o lado Malcriado, isso eu nunca fui Ralham sem motivo mas deixa tar Deixa l� falar � sinal que eu tou vivo E as hist�rias que eu l� tive s�o contadas Por pessoas que me viram andar de gatas Continuam a ser os mesmos Quer eu tenha muito ou nada E h� anos que me d�o respeito Pois sentem-se respeitadas Pra esses um abra�o [Refr�o] E as lembran�as v�o voando E as mem�rias tamb�m v�o andando para tr�s Mas algumas v�o marcando E v�o ficando hist�rias boas e at� hist�rias m�s No s�tio que nos viu crescer Com sol ou a chover Mas tu v� e repara aquilo que mudou A diferen�a n�o � muita N�o � coisa absurda Mas, meu puto, ao menos sei quem sou [Verso 2] Eu vi-me em tanta hist�ria que eu nem sei Desde puto que o meu tico e teco nunca bateram bem E era vestir uma roupa velha, pegar na fisga e ir po mato Fazer o qu�? fazer o qu�? Tamb�m n�o sei, eu era um rato Corria tudo o que era lado E j� que n�o ca�ava nada Acabava o bus amolgado Motorista chateado A gritar todo ati�ado Deixa chegar o carnaval vais ver se n�o ficas calado Eu a fugir era um tornado Na minha ginga toda artilhada Uma garrafa na roda Era de alta cilindrada S�o lembran�as mas enfim s�o outros tempos (s�o outros tempos) Montar 20 ratoeiras p'a teres p�ssaros inocentes Andamentos de crian�a sem pensar em cassetetes Comer pastilhas, lavar dentes � pala dos cigarretes Cheirar a fumo ao p� da cota z�zinha Tu nem te atreves At� tinha a m�o levezinha Mas levavas uns tabefes E agora O mundo evoluiu, isso � normal Vejo que o tempo vai mudando, meu puto E n�s igual Agora que 'tamos juntos A acender um palmo e meio Trocamos bikes por carros J� somos quase homens feitos H� que manter o respeito por esta terra movedi�a Que � o cheiro, a geada, a brisa Manter a tradi��o do Zamba como no tempo dos nossos av�s Porque os cotas v�o bazando e quem c� fica somos n�s [Refr�o x3] E as lembran�as v�o voando E as mem�rias tamb�m v�o andando para tr�s Mas algumas v�o marcando E v�o ficando hist�rias boas e at� hist�rias m�s No s�tio que nos viu crescer Com sol ou a chover Mas tu v� e repara aquilo que mudou A diferen�a n�o � muita N�o � coisa absurda Mas, meu puto, ao menos sei quem sou

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  • Dillaz