Relógio Marginal

Album cover art for "Relógio Marginal" by Classe Crua & RAPadura

Classe Crua & RAPadura - Rap, Em Português

Relógio Marginal

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Lyrics

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[Letra de "Rel�gio Marginal" ft. RAPadura] [Intro] O mundo � um rel�gio E o dinheiro � a mola que controla os rel�gios dessa vida [Verso 1: Beware Jack] Rel�gio marginal Vou sempre abrir o chap�u para a chuva do meu inverno E vou sempre mostrar ao c�u Que tenho respostas p'ra um tempo incerto Chama-lhe de masoquismo, porque eu cismo em ser um sismo Sou do tempo em que ainda confundem niggas com abor�genes Diz-me, porque me apontas o dedo se foi assim que eu fiz-me N�o paro nem que no lago seja o �ltimo cisne Porque eu, merdas de medos e outros sin�nimos (naa) S� se for eu nos alco�licos an�nimos (sim) Tenho que acalmar o meu f�gado e neur�nios Quero viver muito tempo e assim n�o vivo os pr�ximos Tempos de Sol para me esticar como lagartos ex�ticos S� para libertar os t�xicos, achas-me estranho F�nix! Estranhos s�o os g�ticos Estranho � o governo e os seus c�digos E eu nem ando interessado em c�digos O Di�rio da Republica � 'pa Ovnis Mandem-me ao ch�o que o meu c�xis Sobe como elevadores da Otis N�o, n�o o sentimento n�o � plat�nico � perfeitamente poss�vel ter o feeling l� nos tr�picos Dou-te os t�picos, tu d�-me o dem�nios Agora ando no sentido contr�rio face ao cron�metro Tirei as pilhas do rel�gio Os ponteiros j� n�o brincam com os meus olhos [Refr�o: Amaura] Todo o tempo em mim Todo o tempo em mim Todo o tempo em mim Todo o tempo em mim [Verso 2: RAPadura] Latente em devaneios Passeio entre ponteiros aos meios Por entes alheios Ventres e seus anseios O sempre tem seus rodeios Sempre rodopeia frentes Tangentes inexistentes Faz com que centre em bloqueios Ausentes em transportes p�blicos cheios Janelas que prendem suportes em r�sticos seios As horas se estendem, pouco me rendem Me surpreendem, transcendem E acendem suas mortes como �nicos meios Semeiam meus erros Quando despejam-se os medos Se beijam em segredos Espelhos s� golpeiam a esmo Hoje � t�o tarde e t�o cedo O amanh� nem abre os enredos Mesmo covarde a idade invade E j� n�o me cabe o mesmo Confuso com o fuso hor�rio Com o fuso di�rio Confundo o invent�rio Com o fundo prec�rio E com tudo t�o caro Com o mundo ao contr�rio Mergulho no raso Me inundo no vago Profundo e t�o raro Seduzo o escuro no claro N�o conduzo o carro ao itiner�rio externo Os cercos fecharam e os orvalhos gelaram no inverno Que o amor paterno supra e desculpa o tr�fego interno Dirijo com essa culpa em m�o dupla Tr�nsito eterno Mas nada � eterno Nem cromossomos, nem como somos, nem como fomos Como Khronos sou dono do que vem depois Cron�metros, term�metros, no contratempo dos dois Metr�nomos me mandam ir hora pois Pois o meu tempo j� foi! [Refr�o: Amaura] Todo o tempo em mim Todo o tempo em mim Todo o tempo em mim Todo o tempo em mim [P�s-refr�o: RAPadura] Quando o tempo quer gastar todo tempo em mim Quanto tempo o tempo tem p'ra gastar em mim? Eu n�o sei, eu n�o sei Eu n�o sei, tempo rei!

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Credits

Writers
  • Beware Jack
  • RAPadura