Bang Bang

Album cover art for "Bang Bang" by Cintia Savoli & Ravi Lobo

Cintia Savoli & Ravi Lobo - Rap, Em Português

Bang Bang

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[Verso 1: Cintia Savoli] O tempo num espera, agora é a vera Inverno num é primavera Se cê moscar, já era Aqui até os linha de frente amarela Entra na disputa pra encontrar um bom lugar ao sol Cê quer brincar de empinar pipa, vai ter que passar cerol Formol pra entulhar os corpos de quem já não vive mais Se bem que entre viver e morrer nessa selva Pra muitos tanto faz Sagaz é pouco pra quem vive no sufoco A vida é um sopro ao som de vários pipoco Os menorzin nervoso, sangue no olho Tudo na febre, é só na tela os criança esperança É o fliperama da vida real, cena é marginal Brincar de GTA, só lá fora do seu quintal Vai mau, e vai que vai Sem freio e sem receio Os bang bang, os tiroteio é rotina dos parceiro As cota é pouca pra formar malandro em homem de respeito Pois qualquer favelado na boca dos outros é suspeito [Refrão: 2x] Os bang bang, os tiroteios Tomou enquadro o suspeito Quem é - o pobre e o preto [Verso 2: Ravi Lobo] E quando a morte contar uma história, manda ela se foder Quando a vida cantar um rap, ouve e para pra entender Eu sei que não é fácil, loucuras absurdas Guerra na terra santa, irmão no crack que se afunda Profeta da rua armado até os dentes Isolado no deserto que floresce na minha mente Ruas congeladas, pessoas que maltratam Na ilusão do medo pelo fogo, trocam tapa Situação precária, crianças sem saúde O sonho de destrói, o crime acaba a juventude Inveja fodida, vaidade orgulhosa Deus que me livre desse mal na noite cabulosa Olhares, abraço, maldade no aperto de mão Flashback, sangue ferve, treta e oração Estrela que ilumina e brilha na favela O sentimento vivo de amor, no coração supera E sim revela, solta da jaula as feras A luz divina que ilumina o mal, o céu e a terra O diamante bruto que se torna o mais perto Do horroroso ao precioso, na fé do recomeço Na selva, a atividade, a arte, é o silêncio Inimigo tem sono leve, mas não pode ler pensamento É nova era, novos tempos, novos ares, novos momentos Vento forte, tempestade, fim de tarde, eu bem me lembro Atrás do cash, vira e mexe, o adianto que não para Dia e noite, triste ódio, pois amor é coisa rara A caminhada continua, desistir é mais fácil Palavra por palavra, fim por fim, passo a passo Segue mais quem corre atrás, age na calma, e não se ilude Pé na porta, mente em transe, alma limpa, aberta e rude Verso louco de atitude, poesia encantadora Família que segue forte na crise devastadora Um por todos, Deus por nós, que abala mas não cai As mentiras da verdade, quem mais julga é quem mais trai Cu de burro eu não me iludo com conversa fiada Emocionado desde sempre, rima louca, levada Ugangue tá no sangue, evolução é meu lema Se mexer com minha família, tá fodido, é problema É a vida no gueto, vários que Deus levou O crime é podre, nasceu, cresceu, morreu na [vida?] de horror Eu sei que vários tentou, falou que representou Virou memória, tá lembrado, e no passado ficou [Refrão: 2x] Os bang bang, os tiroteios Tomou enquadro o suspeito Quem é - o pobre e o preto

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Credits

Writers
  • Cintia Savoli