Literatura e Poesia Marginal Com Ducon

Lyrics
Tem muita coisa que desvia o foco Tem muita coisa que te faz pensar: "Ah, nunca vai dar merda, então eu topo" Vai mais um tiro, um trago ou mais um copo Nego se perde da noção e até parece que ganhou na Loto A saidera deixa que eu boto Cabeça a mil por hora, pensamento mexe tipo maremoto Se drogue, da ilusão vire um devoto Ficar que nem robô Enquanto que a luxúria é o controle remoto Vagueio por aí e sempre noto Pessoas do meu meio com anseio só de colecionar votos Ostentações nos lugares que eu broto Nessas horas que eu vejo o que eu almejo e realmente me importo Tranquilidade plena que eu adoto Viver cego e perdido é um mal que hoje em dia na raiz eu corto Passado que só se revela em fotos Todo um aprendizado que é lembrado em tanto verso que eu anoto Tenta enxergar e já não vê mais nada Apenas os desejos que se tem na madrugada Tudo acontece e aparece sem hora marcada Quando tu vê já foi e não quer mais voltar pra casa, se atrasa Mulher, droguinha e uísque na noitada Se tá arregado chama, que as piranha quer quem paga Ela diz que te ama e diz que de você não larga Até as mão que apedrejava vira a mão que afaga, só praga Vontade aumenta enquanto só se estraga A luz que te restava o mal sem piedade apaga Domina e fica rindo dentro da tua mente vaga Parece tudo lindo até o momento que acaba, amarga A solidão que resulta na injúria De ter ficado cego pela ilusão da luxúria Cegueira que te faz e dá riqueza pra penúria Que começa em águas mansas E depois termina em fúria
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- Ducon