O que sobrou de um queixume

Album cover art for "O que sobrou de um queixume" by Carlos Do Carmo & Raquel Tavares

Carlos Do Carmo & Raquel Tavares - Pop, Fado

O que sobrou de um queixume

2 Plays

Duration: 4:08

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Lyrics

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Se não sabes o que é fado Sem ter sombra de pecado Sem traições Corações Aos baldões E paixões de vielas Se não fazes uma ideia Desta triste melopeia Que nos alegra E por via de regra Choramos com ela; Se não sabes como encanta Quem o ouve e quem o canta Quando se agarra A uma guitarra À luz do luar Fado dum fado nascido Um grito de espanto, um gemido Vem ver Lisboa Como ela o entoa E o canta a chorar Fado é amor Que sobrou d'algum queixume Que se agarrou ao ciúme E se embrulhou no seu manto; Fado é a dor E o meio-termo da vida: Nem esperança perdida Nem riso, nem pranto Se não sabes que a tristeza Que nos prende, e fica presa Não é mais Que os sinais Usuais D'alguns ais sem agrado Se não sabes que a saudade Que nos abre e nos invade Só aparece Quando não se esquece Que também é fado; Se não sabes o que é esperança Que não pára, que não cansa E é com certeza Tal como a firmeza Um rasto de fé Sonho dum sonho desfeito O gosto dum gosto perfeito Que nos embala Mas que não se iguala Ao que o fado é Fado é amor Que sobrou d'algum queixume Que se agarrou ao ciúme E se embrulhou no seu manto; Fado é a dor E o meio-termo da vida: Nem esperança perdida Nem riso, nem pranto Fado é amor Que sobrou d'algum queixume Que se agarrou ao ciúme E se embrulhou no seu manto; Fado é a dor E o meio-termo da vida: Nem esperança perdida Nem riso, nem pranto

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Credits

Writers
  • Frederico de Brito