Flamingo

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Capicua - Rap

Flamingo

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Duration: 4:04

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Lyrics

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[Refr�o] Quase cinza, promessa de cisne Pato feio que n�o se transformou Apenas cisma, flamingo que desbotou Aus�ncia de cor e som [Verso 1] Eu estou minguante Olho os livros da estante T�o pouco tempo p'ra tanto Queria ser mais do que s� m�e Lente de aumento Est� sens�vel ao momento, e bem Mas � tormento se nem musa, nem tusa se tem O cansa�o � inimigo da poesia O prazo respeito e no peito fico vazia A rotina � veneno que nos mata devagar Doses de t�dio de manh� e ao deitar Casamento desgastado nosso Criou-se um fosso como se fosse o fundo do po�o E n�s ponderamos o nosso div�rcio, mas n�o era tempo Que ambas tivemos amantes nesse contratempo Eu disse sempre que n�o � sensato seres meu sustento Simplesmente n�o � avisado N�o � prudente ser totalmente sustentada Ser dependente da m�sica ou de um homem Nah, � mau exemplo No teto do Teatro S. Jo�o De um lado est� a m�sica e do outro a poesia Ao palco como altar em ora��o eu tento s�plica Eu quero a escrita em dia H� um tipo de tristeza que � carne viva para o cora��o e suas pisaduras Para as quais qualquer afago � uma prova��o Todo o toque � tortura e eu perdi a candura [Bridge: Pep� Rapazote] Os flamingos s�o conhecidos pela sua colora��o habitualmente rosada que resulta de uma alimenta��o � base de crust�ceos ricos em caroteno Quando se reproduzem, alimentam as suas crias com uma esp�cie de leite que geram no parto Durante esse �rduo processo, v�o perdendo o seu tom caracter�stico at� ficarem com a cor totalmente esbranqui�ada E s� quando finalmente os filhotes come�am a comer sozinhos, os flamingos recuperam a cor [Refr�o] Quase cinza, promessa de cisne Pato feio que n�o se transformou Apenas cisma, flamingo que desbotou Aus�ncia de cor e som Quase cinza, promessa de cisne Pato feio que n�o se transformou Apenas cisma, flamingo que desbotou Aus�ncia de cor e som [Verso 2] � que eu paro do verbo parir mas nunca paro do verbo parar N�o paro o verbo e sem o verbo eu fico sem ar Sou presa ao pensamento e � o que tem de ser E n�o h� um corpo e quando h� o corpo s� h� dor e n�o h� o meu prazer Eu li o Livro do Desassossego como quem j� o percebe E despi o otimismo que j� n�o me serve De manh� � sempre noite escura na minha cabe�a Em que a lua � uma unha e o tempo tem pressa Eu quero m�sica que inspire, eu deixo a porta aberta E eles exp�e mil palavras numa frase e nenhuma � certa Nunca acertam, tanta letra, tanta treta S� profetas sem caneta, sem ter pena de poetas [Refr�o] Quase cinza, promessa de cisne Pato feio que n�o se transformou Apenas cisma, flamingo que desbotou Aus�ncia de cor e som Quase cinza, promessa de cisne Pato feio que n�o se transformou Apenas cisma, flamingo que desbotou Aus�ncia de cor e som [Outro] O flamingo n�o � cor de rosa, torna-se O poema n�o nasce da prosa, forma-se E o cisne n�o nasce elegante, adorna-se A lua n�o � minguante, transforma-se

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