P.A.L.O.P - Pretos Africanos De Língua Obrigatória Portuguesa

Bob Da Rage Sense & Dino d’Santiago & Salvaterra - Rap, Angola
P.A.L.O.P - Pretos Africanos De Língua Obrigatória Portuguesa
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Duration: 3:30
Lyrics
[Letra de "P.A.L.O.P - Pretos Africanos De Língua Obrigatória Portuguesa"] [verso 1: Salvaterra] América imperial e nós somos a colónia A nova escravatura nas páginas de história Bush, o Alexandre o Grande e nós a Macedónia Vamos nos classificar como aquilo que somos Prostituas africanas de língua oficial portuguesa Trancamos a porta mas G8 é chave inglesa Dois terços da humanidade pobre não vive Na redoma devido do Japão América e Europa Somos a escória e os mártires da história Nossa morte é alzheimer ninguém nos tem em memória A nossa rotina é tsunami e catrina os filhos da sida Sim, afilhados da vida desmembrados da mina E de alma partida, de calma passiva, de miséria madrasta e nunca madrinha E de fome que se alastra e nunca termina como a dívida externa que é uma dívida eterna Há sítios onde não se vende água mas vende-se Coca-Cola Minha esperança ganha asas mas nunca descola O sítio é Cabo-verde, Guiné, São-tomé e Angola E a borboleta do casulo que eu chamo futuro É voltar ao passado e imitar o Chaka-Zulo Usar o povo como lança e a verdade como escudo [Refrão: Dino D'Santiago] Eu sou, tú és, ele é; escravo do passado Nós somos, vôs sois, eles são; a razão deste fardo [Verso 2: Bob Da Rage Sense] Palop, o vestígio colonial que ainda hoje se vê Angola, Moçambique, Cabo-verde, São-tomé e Guiné Foi-nos dada uma religião racista, foi-nos dada a prisão Foi-nos dada a escravidão e a justificação foi a expansão Comercial, atravessamos oceanos Muitos p´ro mar nos atiramos, afogamos Impuseram-nos uma cultura que não era nossa Disseram ser a civilização mas era só vossa Proibiram o Kimbundo o Tchokwe e o Umbundo Obrigaram a falar o Português e encarar um novo mundo Foram 500 anos, incontáveis são os danos E loucuras causadas pelas torturas aos africanos Dividiram reinos pretos já existentes Dizimaram sem piedade todos os resistentes Aonde estão os descendentes e suas gentes As chagas nas costas dos velhos hoje são evidentes Quando a independência chegou nada mudou O africano luso-obrigado emigrou e o que encontrou Um gueto criminoso no qual mergulhou Nesta sociedade desigual a escravatura nunca acabou Enquanto afro-descendentes alimentam uma falsa esperança O português ofereceu-nos o inferno como herança Muitos entregam-se ao crime como vingança Mas o criminoso real que nos oprime numa mansão descansa [Refrão: Dino D'Santiago] Eu sou, tú és, ele é; escravo do passado Nós somos, vôs sois, eles são; a razão deste fardo
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Credits
- Writers
- Salvaterra
- Bob Da Rage Sense