Se Renda

Album cover art for "Se Renda" by Ao Cubo

Ao Cubo - Rap, Em Português

Se Renda

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Lyrics

[Intro: Vulgo Feijão] [Verso 1: Vulgo Feijão] Pregue a palavra de Deus, se é o que tu acreditas Prepare seu futuro faça como as formigas Que no verão se estocam de comida Pro inverno se sentarem ao lado da rainha É como a eternidade, não é pra covarde Tem que ter peito pra subir com a majestade Se queres viver mais de trezentos anos viva Vá até o fim com muita fé se acreditas Tem que ter o rosto manchado de esforço De poeira, de suor, sangue, como um touro Forte e robusto mas com um coração justo E a alma arrependida pra depois não levar susto Se junte com a gente, sempre ore pelo Ao Cubo O corpo dividiu por vaidade e orgulho Por placa, por roupa, por doutrina, por luxo Sendo que o que precisava era amor puro É tanta coisa que minha alma fica tímida Cansada, fria, opaca, não brilha Pai te peço desculpas pelo meu rosto carrancudo E por me esquecer que não sou filho único Meu egoísmo se escondeu, não encontrei Não dividi o amor que o Senhor me deu com ninguém As suas mensagens no coração aprisionei O discurso de meus dias não foi segundo a lei Eu estava lá no meio pra falar com os irmãos Da fartura de amor que tu me destes nas mãos E eu agi como um ator sem emoção Dentro da jaula, cara a cara com o leão Eu sabia o que o Senhor esperava da minha oração Que eu lembrasse dos amigos da Bela Vista, do CEDON Pela minha má postura Pai te peço perdão E peço agora que despertes um novo Vulgo Feijão [Refrão] Se arrependimento matasse (não mata não) Eu estaria morto (não tava não) Se arrependimento matasse (não mata não) Eu estaria morto (não tava não) [Verso 2: Cléber & Vulgo Feijão] Rosto de porcelana, status, muita grana Brilha na TV com luxuria e fama Diz que é evangélica se o ibope desanda Grava um CD e diz que pra Jesus canta Nunca julgues é um aviso, conselho de amigo Deus não deu a ninguém autoridade pra isso Cristo veio pro mundo pros doentes e feridos Pra que se arrependessem e não caíssem no abismo Gato com gata, rato com rata Se não fosse assim é claro extinguiria a raça Não acredito que já foram sujeito homem como eu Travesti é ingrato, despreza o que fez Deus Cada um com sua mania o problema não é meu A salvação é reservada pra quem se arrependeu O homem que disser que nunca errou não nasceu Se arrependa do que fez, esqueça o que aconteceu Papel de seda, erva apertada Mente com efeito e flagrante é só fumaça Moleque de 12 da uns dois e decola Fuma "fuuu..." fuma "fuuu..." vixe até umas hora Vamos passa, passa a bola, vê se não pipoca Mostra o que cê sabe e que não se aprende na escola Se aprende cos maluco mais velho la de fora Que cheirar é uma jóia e fuma tá na moda Seja bem vindo esse é o vírus do ebola Que se alastra sem fadiga trocando caderno por arma e droga Um monte de sujeito viciando a molecada Diz que é natural e que só um baguio não pega nada É mas o Sr. é piedoso entende? E sua misericórdia atinge só quem se rende Se arrependa do que fez se renda sem timidez Talvez seja a chance, a última vez [Refrão] Se arrependimento matasse (não mata não) Eu estaria morto (não tava não) Se arrependimento matasse (não mata não) Eu estaria morto (não tava não) [Verso 3: Vulgo Feijão] O resumo de uma vida é o amor de Deus Com o ar que Ele fez um pulmão encheu Um coração bateu, uma folha procurou o chão Assim Ele permitiu assim estabeleceu Criou todo ser vivo, ave, peixe e mamífero Pra que todos procriassem e não fossem extintos Definiu que todo bicho agiria pelo instinto Mas o homem não esse teria livre arbítrio Decisão, escolha, entendimento, ter juízo Racionalidade pra pensar com sentido Se desenvolver como um coelho da filho Amar até a morte sempre que for preciso Isso, foi assim ou não foi que aconteceu Toda criatura se prostra pra Deus Por mais incrédulo que seja, escolha o mais ateu No desespero até a flor suplica a chuva entendeu Nasce, cresce, atinge a velhice, depois padece Não dá pra voltar, olhar pra traz quando escurece Não adianta se arrepender depois que o leite ferve É assim que foi escrito, é como um rio que desce A montanha com coragem sem olhar pra traz Parar é impossível e voltar jamais Na existência não se volta só se anda mais Podes apenas ir em frente, vai em paz Tudo aquilo que fizeres sempre terá um preço Tudo vai de uma consciência um recomeço Então se quiseres ter um grande desfeche Não nade contra o rio, você não é peixe Eu solto a corda que te prende no trilho do trem Dá tempo de correr antes que ele vem Está tudo se acabando, se arrependa Se arrependimento matasse, tô me matando [Refrão] Se arrependimento matasse (não mata não) Eu estaria morto (não tava não) Se arrependimento matasse (não mata não) Eu estaria morto (não tava não)

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Credits

Writers
  • Cleber Ao Cubo
  • Vulgo Feijão