Um possível Relato em Relevo do Tédio

A.L.M.A. - Arma Lírica Musical da Alma & Ordem Natural & Matéria Prima - Rap, Brasil
Um possível Relato em Relevo do Tédio
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Lyrics
[Verso 1: Gato Congelado] A justi�a, de tanto se fingir de cega Acabou perdendo as pregas A cobi�a, a pol�cia, a mil�cia A mal�cia dos homens aleijam as regras O que tu alegas facilmente se desintegra N�o escondo meu desdenho �s r�deas Muita coisa mantenho a l�guas Tipo porcos criados por �guas Atores, c�es farejadores, senadores Roedores rastejam pelos corredores Rindo das pr�prias trag�dias Mortos de fome, com�dias Presas e teias, ternos, gravatas e meias Vidas alheias, vidas e veias Rimas levadas, pegadas pesadas Ruas, cal�adas, telhados, sacadas Burros ao longo da estrada Murros, e facas quebradas [Verso 2: R�mulo Boca] Dias de azulejo cinza e caf� amargo Meio dia e quinze, a olheira e o quadro Esta��o 15 toca Desfoca a vida que conhe�o Exercer do cargo que carrega a carga ociosa do meu t�dio Ego alto igual pr�dio Prego eu finco em madeira Quem � voc� na segunda ou sexta-feira? Fera, ferida, montada, rapaz A chuva j� n�o oculta o crime na rua de tr�s A chuva j� n�o esfria o tempo que o ver�o faz A chuva j� n�o � o rem�dio de sono eficaz Filho de C�cero, cronista emp�rico Versos de rotina, sorrateiro e c�nico Livros e tran�as, e camas lotadas Rotina de versos pra n�o pular da sacada (Pule da sacada) Pra n�o pular da sacada (Pule da sacada) Rotina de versos pra n�o pular da sacada [Verso 3: Lucas Felix] Pra n�o pular da sacada tive uma sacada No pulo tirei um velho sapato Esse sapo n�o engulo, anulo O cintilar das luzes, vista emba�ada Sentinelas e colar, cruzes, pista molhada Me sentindo nulo, ressentido dela Indo rente � lona, penetrando nela Mat�ria Prima, ego meu, narcisista l�rico Que converte suor em filho, alquimista c�nico Se nunca partilhei com outro c�u Muda a paleta nunca atingida Palet� real, bermuda, curva, Deus e uma caneta Seguidores de Nazareno, voca��o pra [?] [?] terceiros, m�todo mais ameno E os que p�e sangue na letra al�ada Pra n�o pular da sacada Pintou de vermelho a cal�ada [Verso 4: Mat�ria Prima] E l� vai mais um pra labuta Bota a bata, a bota ou um boot, truta Baita click bait J� pega o celular antes do caf� com leite E pensa no artigo pra fazer de enfeite O p�o com manteiga lambuza Pega um buso [?] e pise Desce debaixo da chuva, esconde na marquise Olha pro lado e pensa: "Quem diria que um dia iria viver pra ver seda ser vendida na padaria" Segue e bufa, no corre da bufunfa Pra ver se funfa, pelo menos o das conta e ufa Sua cabe�a girava ouvindo uma cypher Olhou pra cima e viu um mano da sacada, tipo sniper Distra�do escorregou na tinta fresca da cal�ada Sujou o black e a camisa emprestada Sujou o black e a camisa emprestada [Verso 5: Lumbriga] Ouvindo compactos, valorizo intactos Isso � para poucos, quase sempre tido como loucos Cuidado com pactos, beba �gua dos cactos Esse � meu segredo pra n�o ficar rouco Bora pegar o caderno Portal para o c�u, j� passei o inferno Vim deixar um bom dia Em 2004 eu troquei o mercado pela anarquia S� de entrar no escrit�rio j� fico com alergia Sou da vida, do mato e do mar E gosto de magia Pr�prio filho de Kid�o, sobrinho da Maria J� passei no Ipiranga e trombei a ironia Se n�o achar que � verdade, pergunta pra sua tia Sua m�e vendo em S�nia Abra�o e Nelson Rubens Eu deitado na laje fa�o desenho com nuvens Somos t�o jovens Temos todo o tempo do mundo
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Credits
- Writers
- Lucas Felix
- Rômulo Boca
- Matéria Prima
- Gato Congelado