Não Sou Perfeito

Album cover art for "Não Sou Perfeito" by Ace Won

Ace Won - Rap, Portugal

Não Sou Perfeito

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Duration: 4:47

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Lyrics

[Verso 1] Não sou perfeito mano, mas eu sei disso, mano Só não sei se será possível ser isso no plano Em que estamos, nos encontramos como humanos Depois de tantos anos a vivermos acorrentados A recalcamentos vários desta psicose múltipla Em que por doses, nos trocaram a gnose pela dúvida Numa atitude nada súbita, danos têm história Somos produtos da colectiva memória Ou falta dela, induzida pela Igreja Católica que Escraviza milhões de almas com a sua retórica E o poder capitalista reduz tudo a um mercado A um espólio, este reinado é um jogo de monopólio Temos sido fantoches, meros peões para estes patrões Somos micróbios, de poucas ideias e poucas acções Porque estes parasitas nos sugam toda a energia Foram eles que montaram o esquema de stress na rotina Foram eles que nos roubaram o interesse pela vida Foram eles que trocaram os valores puros pela mentira E é claro, daqui retiram dividendos chorudos Por litros de lágrimas choradas, seus cofres estão graúdos [Refrão] Não sou perfeito, mano, mas eu sei disso mano Não sei se é possível sê-lo Não sou perfeito, mano, mas eu sei disso mano Tento ser o melhor que consigo [Verso 2] Fomos anestesiados, vivemos adormecidos Por tópicos científicos, religiosos e políticos Muito pouco auto-críticos, somos todos robots Comandados por elites, atascados nos seus complôs Afastados de nós mesmos, queremos ser uma imagem Que os media difundem para aniquilar nossa coragem Ideais são plásticos, com garantias limitadas Só servem o comércio e mantêm fachadas Clichés, slogans, assinaturas de anúncios Querem-nos fazer sentir unidos quando damos lucros Estes corruptos rompem os nossos laços naturais Impingem-nos seus lindos planos de aldeias globais Em postais reciclados, porque nos querem como culpados Com peso na consciência, somos melhor controlados Aliciam-nos ao consumo e tornam-nos réus pelo mesmo Aboliram nossos sonhos e culpam-nos pelo pesadelo Inculcam-nos o preconceito e a falta de auto-respeito E o amor é hoje lixo ou luxo de teor poético Para eles sou herético e orgulho-me disso Posso não ser perfeito, mas afirmo-me insubmisso! [Refrão] Não sou perfeito, mano, mas eu sei disso mano Não sei se é possível sê-lo Não sou perfeito, mano, mas eu sei disso mano Tento ser o melhor que consigo [Verso 3] Nem sonham as coisas que nos escondem na escola Não as ensinam porque querem que sigamos a bitola Que ceguemos e deixemos de pensar e sentir Criam papagaios ocos, óptimos para repetir Seus códigos e falácias, nossas falas são cópias As histórias que nos contam, perpetuam as inópias Máximas que regem os itens do comportamento Eles sabem que a elevação é fruto do conhecimento Esmagam-nos numa sub-existência, numa penitência Temos que pagar caro o preço da nossa nascença Somos manadas em estradas com portagens bem caras Que conduzem ao abismo das falésias, as raras Personalidades distintas do silêncio total No vulgar igual, dos físicos sem meta, eu sou cabal Em afirmar: democracia é a tirania camuflada Liberdade é aparente, é a tradição apagada Alterada há séculos, tantos que não parece possível Que estejamos aqui para ser algo para além do exequível Até o além é ilustrado como algo de inatingível Mas viemos de lá, por muito que possa parecer incrível [Refrão x2] Não sou perfeito, mano, mas eu sei disso mano Não sei se é possível sê-lo Não sou perfeito, mano, mas eu sei disso mano Tento ser o melhor que consigo

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